Após solicitação do Sindicato dos Taxistas de Cuiabá (Sintac), o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, mandou fazer uma “varredura” no cadastro de motoristas parceiros do Uber (aplicativo que oferece serviços semelhantes ao táxi) na Capital, para verificar se algum deles possui antecedentes criminais.
Em entrevista ao MidiaNews, Jarbas contou que representantes do Sintac estiveram na Sesp na última quinta-feira (1º) e alegaram que muitas pessoas que estão sendo cadastradas para trabalhar como motoristas do Uber são criminosas.
“Vamos entrar em contato com a empresa e pedir as informações das pessoas que foram cadastradas. Caso seja averiguado que alguém esteja se passando por motorista do Uber para praticar crimes, tomaremos as medidas cabíveis”, disse Jarbas.
“Da mesma forma que é feito quando identificamos que um criminoso está se passando por taxista para cometer delitos”, frisou o secretário. Conforme Jarbas, até o momento não há registros de ocorrências contra motoristas do Uber em Cuiabá.
“Mas é uma preocupação dos taxistas e eu acolhi essa preocupação. Porque tudo que possa afetar a segurança pública nós precisamos trabalhar em cima”, afirmou. O secretário registrou que, durante a reunião, não entrou na questão da ilegalidade ou não do serviço.
“Isso não compete a mim. Deixei isso muito claro. A Sesp vai agir somente na questão da segurança pública”, pontuou. O Uber começou a operar na última sexta-feira (25) em Cuiabá. A gerente de comunicação da empresa, Leticia Mazon garantiu para a reportagem que os motoristas cadastrados não têm antecedentes criminais.
“Além disso, a corrida é acompanhada minuto a minuto e pode ser compartilhada com familiares e amigos. O usuário também tem acesso a foto, nome do motorista, modelo e placa do carro. Tudo para garantir a sua segurança”, disse Leticia.
Polêmica com taxistas
Além da questão da segurança, o Sintac alega que o Uber atua no transporte sem a necessidade de concessão ou o pagamento de taxas e impostos.
Por conta disso, o vice-presidente do sindicato, Adailton Lutz, afirma que a concorrência é desleal.
“É uma grande tristeza e irresponsabilidade a operação desse serviço. Nós [taxistas] gastamos com impostos, pagamos cursos para nos qualificar e dar um serviço de qualidade para a população. E aí vem um aplicativo, entra pela porta dos fundos e quer operar como se fosse legal? Não podemos deixar que nosso trabalho de anos e anos seja destruído”, relatou.
Diferença no preço
A diferença de preço por quilômetro rodado no Uber e na bandeira 1 do táxi chega a 62%. Os preços cobrados pelo Uber é por quilômetro rodado. A chamada (equivalente à bandeirada) - quando o cliente aciona o motorista - é de R$ 2,50.
Já o preço por quilômetro é de R$ 1,20. Por minuto, R$ 0,15. E o total mínimo de uma viagem vai ser de R$ 5. A partida no táxi comum (bandeirada), por sua vez, custa R$ R$ 4,80, enquanto o quilômetro rodado na bandeira 1 sai por R$ 3,24. E na bandeira 2 custa R$ R$ 4,54.
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Autor: Thaiza Assunção com Midia News