O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) afirmou que o Governo do Estado precisa, a exemplo da União, adotar medidas que limitem seus gastos públicos.
Uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) com a “versão estadual” do projeto do presidente Michel Temer (PMDB), que prevê limite para os gastos públicos nos próximos 10 anos e uma reforma na Previdência estadual, deverá ser enviada até o final deste mês à Assembleia.
“Hoje as receitas são menores do que as despesas. E à medida em que o tempo vai passando essa conta vai ficando mais pesada. Se você não der uma equilibrada, o seu futuro não é muito claro”, disse Blairo Maggi, na sexta-feira (9), durante encontro com o governador Pedro Taques (PSDB) no Palácio Paiaguás.
Para Maggi, o governador precisa “resolver o fluxo de caixa” do Executivo. Caso isso não ocorra, segundo o ministro, o Estado poderá entrar em colapso.
“Eu acho que esse é o momento correto de fazer as correções de rumo e ajustar as contas”, ponderou. Segundo Maggi, são nos momentos de crise que os gestores precisam fazer reformas. “A gente não consegue fazer mudanças na bonança”, observou.
“Eu não considero o Estado de Mato Grosso quebrado. Pelo contrário, é um Estado com liquidez e que tem crédito, que tem condições de buscar dinheiro para fazer investimentos. Ou seja, tem uma economia pujante”.
PEC do teto Estadual
Segundo Taques, a versão estadual da PEC do teto irá impor limites para o crescimento da máquina, o que deverá atingir o salário dos servidores públicos, que podem ser congelados.
O governador, entretanto, já afirmou que não tomará nenhuma medida de corte de gastos que impacte nos investimentos para as áreas da Saúde e da Educação. “Todos os Estados terão que fazer o ajuste fiscal e administrativo. Esse ajuste fiscal significa fazer um teto de gastos públicos, limitar o crescimento da máquina pública e isso todos os governadores farão apresentando uma Proposta de Emenda à Constituição às Assembleias Legislativas”, disse.
.jpg)
Autor: Erica Oliveira com Midia News