A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) desencadeou nesta terça-feira (24) uma incursão na área do garimpo ilegal de Pontes e Lacerda (a 483 km de Cuiabá), para desintrusão do local.
As forças integradas da segurança pública (Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros e Politec) e as forças especializadas do GOE, Garra Rotam e Força Tática estão no local para coibir as práticas de crimes.
O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Marcos Vieira da Cunha, disse que uma ação integrada já era elaborada para ser deflagrada no município. “O nosso trabalho aqui é para coibir a extração ilegal de minérios, porte de arma e crimes ambientais”, destacou.
A área, conhecida como Serra da Borda, foi ocupada no dia 30 de dezembro passado. A região já teve outras invasões no ano de 2015 e 2016, quando as forças de segurança do Estado retomaram o local e entregaram para União por meio do Exército brasileiro, que por 30 dias garantiu a desocupação.
Desde o dia 05 de janeiro, o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, determinou que 32 Policiais Militares de unidades especializadas do GOE, Garra Rotam, Força Tática e Bope se deslocassem até o município para reforçar a segurança na cidade.
Diante das dificuldades em interditar de fato este garimpo em Pontes e Lacerda, o secretário Rogers Jarbas havia conseguido fechar agenda com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sobre o assunto, para o dia 31 de janeiro, próxima terça-feira. Mas Moraes desmarcou.
Nesta terça ele oficializa pedido formal para que as Forças Nacionais fiquem no local, depois dos 10 dias iniciais após mais esta tentativa de desintrusão. O prefeito de Pontes e Lacerda, Alciono Barcelos (PRB), recém-empossado no cargo, afirma que o garimpo não influi no clima da cidade, não promove violências e não gera preocupações.
“O ouro não é nossa renda principal. Nossa renda principal é a pecuária. Temos o maior frigorífico da região, a JBS, que abate 1200 cabeças ao dia e agora fechamos um contrato com os Estados Unidos. Outra fonte de renda nossa é a agricultura, com soja e milho”, realça.
Sobre o fato de aventureiros armados terem fechado o garimpo, eles diz que não tem essa informação. “Não entro lá porque não vou lá”, esquiva-se. Há apenas 25 quilômetros da cidade, o garimpo é uma área dominada por ditos garimpeiros.
Sobre a chegada de mais reforço para desocupação do local, o prefeito também ameniza. “Para não dizer que não vi movimentação nenhuma, vi um helicóptero na madrugada”.
Segundo ele, o que a população quer com relação ao garimpo é a desocupação dos ilegais e a regularização da área. “Quatro cooperativas já estão formadas e legalizadas para assumir a extração”, diz o prefeito.
O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) é que autoriza extração mineral no país, já que o subsolo brasileiro é patrimônio do povo.
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Autor: Redação AMZ Noticias