A Resolução do Ministério da Saúde (MS) publicada no dia 27 de janeiro, no Diário Oficial da União torna obrigatória a realização de levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti em todos os municípios do país.
Em Mato Grosso, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES) este tipo de levantamento já é feito mesmo antes dessa obrigatoriedade. A coordenadora de vigilância em saúde ambiental, Ludmila Sophia de Souza, diz que o estado é considerado como de risco, já que o clima quente e chuvas intensas favorecem a proliferação do mosquito aedes aegypti. Desta forma, o levantamento precisa ser feito com muito rigor.
A coordenadora explica que a orientação para os municípios que apresentam mais de 2 mil imóveis é fazer 6 levantamentos rápido de índice de infestação (Lira) por ano. Já as cidades que tem menos de 2 mil imóveis precisam fazer o levantamento de índice amostral (Lia).
Atualmente 18 municípios do estado são considerados de risco pela MS, que apresentam índice superou a 3,9% de infestação. Já 48 cidades estão em situação de alerta, onde o índice varia de 1% a 3,9%. Com a obrigatoriedade a partir de agora, o estado terá maior precisão dos dados sobre todos os municípios, relata Ludmila. Ela destaca que 26 cidades estão classificadas como satisfatórias porque se enquadram o índice de menos de 1% de infestação.
Os municípios que mais chamam a atenção da SES são: Cuiabá, Várzea Grande, Alto Taquari, Lambari do Oeste, Mirassol do Oeste, Araputanga, Pontes e Lacerda, Campo Novo do Parecis, Santo Afonso e Tangará da Serra.
Para ajudar no combate ao mosquito, nas cidades mais críticas, a secretaria de saúde disponibilizou equipamentos como a bomba motorizada para fazer o controle químico, também é oferecido o larvicida que é colocado principalmente em caixas d’água.
A coordenadora ressalta que os mutirões de limpeza em nos bairros é fundamental para eliminar todos os possíveis criadouros. Os dados obtidos durante o Lira apontam que lixos onde se encontram mais larvas do mosquito.
“O processo de proliferação é muito rápido, por isto não dá para brincar. Não dá para dizer qual doença preocupa mais, a cada dois anos o vírus da dengue sofre mutação, a pessoa que contrair pode desenvolver para hemorrágica e levar a morte, principalmente em crianças pequenas que ainda não tiveram a doença. A zika chama a atenção por causa da microcefalia e a chikungunya por deixar sequelas graves”.
Segundo a coordenadora da vigilância epidemiológica do estado, Flávia Guimarães, até o dia 21 de janeiro deste ano, último dado atualizado, foram notificados 439 casos de dengue, 4 de c chikungunya e zika não foi possível registrar por causa de problemas no sistema.
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Autor: Yeda Magossi com Gazeta Digital