O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, voltou a dizer nesta segunda-feira(21), em Cuiabá, que a percepção de atraso na construção dos estádios para a Copa de 2014 é culpa dos "critérios diferentes" utilizados pela Fifa para avaliar o grau de avanço das obras. E deixou claro que dá mais atenção para os dados das empresas do que para aqueles utilizados pela entidade responsável pelo Mundial.
"Confio mais nas empresas. Elas não calculam apenas uma etapa da obra, mas também o tempo, o risco e o esforço que tem de ser feito", disse o ministro, que esteve em Cuiabá para visitar o canteiro de obras da Arena Pantanal. "Estamos tranquilos não apenas em relação aos estádios, mas também às obras de mobilidade urbana."
No último dia 15, reportagem da Folha de S.Paulo publicou o conteúdo de documentos internos da Fifa diziam que cinco das 12 arenas que serão usadas na competição estavam em estado crítico. Entre as obras consideradas de risco, estava o estádio de Cuiabá.
"Eu não sei qual o critério da Fifa e também não adianta nada eu saber. O que sei é que os valores para cada etapa da obra são diferentes dos valores usados pelas empresas que constroem os estádios", disse o ministro.
Entre as diferenças de avaliação, o ministro citou etapas como demolição e terraplanagem. "Uma demolição, por exemplo: quanto isso representa no conjunto da obra? O trabalho de terraplanagem representa quanto? E as fundações?", disse.
A montagem das estruturas das arquibancadas, segundo ele, varia de acordo com a quantidade de estruturas pré-fabricadas. "Se a empresa já fabricou tudo e está tudo estocado, o risco de fornecimento é zero. Então o peso desta etapa varia", disse.
As obras da Arena Pantanal alcançaram cerca de 45% de execução, segundo informações da Secretaria de Copa de Mato Grosso divulgadas nesta segunda-feira.
Autor: Midia News