A Polícia Civil investiga o caso de C.A.A., de 36 anos, que afirma que estava grávida e teve o bebê roubado. Segundo o boletim de ocorrência (n° 2017.54272), a mulher acionou a Polícia Militar na última terça-feira, afirmando ter sido sequestrada e que teve seu bebê levado. Há possibilidade que o caso seja fantasioso, uma vez que, segundo a Polícia Civil, há vários desencontros no caso.
Até mesmo a unidade de saúde onde a mesma alega que realizaria o parto confirmou não ter o procedimento agendado. A mulher também se negou a realizar o exame de corpo e delito. Ontem ela seguia internada no hospital para um ultrassom que atesta se realmente ela estava grávida. Até o fechamento da edição a polícia não tinha o resultado do exame. Só com ele, a mulher será ouvida.
Policiais do Grupo de Apoio Bravo do 9º Batalhão da PM atenderam a ocorrência de sequestro. A mulher que é moradora de Rondonópolis estava na Rodoviária do Bairro Coxipó, em Cuiabá, onde teria sido encontrada pelo esposo e a cunhada. Ela alegou ter sido sequestrada no dia 7 de fevereiro em Rondonópolis e deixada em Cuiabá, na segunda-feira.
O esposo da vítima relatou que no dia 7 teria deixado a mulher em frente à Santa Casa de Rondonópolis para ganhar o bebê, já que tinha marcado horário para o parto. Como tinha que ir trabalhar, deixou a esposa e voltaria mais tarde. Na Santa Casa, a informação é de que a mulher não tinha parto marcado.
No boletim de ocorrências, a mulher alega que quando estava sozinha se aproximou uma senhora loira que se identificou como Laura, e começou a conversar com ela. Na ocasião, Laura questionou a gestante sobre o sexo do bebê. Em seguida, apareceu um casal do qual a vítima não se recorda os nomes. Eles ofereceram água e C.A.A teria aceitado e depois que tomou afirma que ficou sonolenta.
Segundo a gestante ela teria sido colocada dentro de um carro, Fiat Doblò, e depois desse fato acordou em uma residência na qual não sabe o endereço. Lá ela contou ter sido levada para dentro de um quarto, onde foi colocada deitada em uma maca, ao redor da qual havia diversos equipamentos médicos. Lá, conta ter sido induzida ao parto normal. A mulher contou ainda que após o parto e sob ameaça foi obrigada a ligar para o marido e dizer que houve complicações no nascimento da criança e, por isso, teria ido para Cuiabá. Os supostos sequestradores mantiveram a vítima em cárcere durante a semana, quando foi libertada na segunda-feira em frente ao supermercado Assaí, no Coxipó. Foi quando conseguiu entrar em contato com o marido, que veio para Cuiabá com a irmã e acionou a Polícia.
A mulher foi encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no entanto, a médica plantonista orientou os policiais a levarem para o IML a fim de se realizar os procedimentos adequados, tendo em vista que qualquer intervenção irregular poderia afetar as investigações. Com isso, a mulher foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML), para realizar os exames periciais.
Segundo o delegado Diogo Santana, a mulher foi levada ainda na terça-feira para fazer o exame de corpo delito, mas se negou a realizar o procedimento porque o médico era um homem. Ontem, ela foi encaminhada novamente e a médica preliminarmente não se convenceu da gravidez.
Autor: Aline Almeida com Diário de Cuiabá