O médico ginecologista Pedro Augusto Ramos da Silva, condenado pela Justiça de Rondônia a 130 anos de prisão por abusar sexualmente de 15 pacientes durante exames ginecológicos, naquele estado, teve o registro profissional temporariamente suspenso pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). Ele também foi condenado em 2013 pela morte de um bebê, no município de Porto dos Gaúchos (663 km a médio-norte de Cuiabá), acusado de negligência, imprudência e imperícia.
A assessoria do CRM-MT, explicou que o caso do profissional foi investigado pelo Conselho Regional do Acre, e após conclusão de culpa, aplicou a pena de suspensão do exercício por 30 dias.
A suspensão ocorre em todos os conselhos onde o médico está inscrito, caso contrário, ele poderia atuar no estado com visto provisório.
A condenação pela morte da criança em Mato Grosso, de 2 anos e 4 meses de prisão em regime aberto, por homicídio culposo (sem intenção de matar), foi substituída por prestação de serviços comunitários e pagamento de 60 salários mínimos.
Segundo a decisão, o médico não agiu como deveria, receitando medicamento em desacordo com a idade do bebê. Ele atualmente se encontra preso e cumpre pena pelos crimes sexuais, em Ariquemes (RO).
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Autor: Izabel Barrizon com Gazeta Digital