Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Rompimento de contratos atrasa conclussão de obras do VLT em 5 anos




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O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) usou ontem a tribuna da Assembleia Legislativa em seu retorno ao parlamento para explicar a sua licença temporária da Secretaria de Estado de Cidades (Secid) com o objetivo de convencer os membros da CPI das Obras da Copa, a mudar o relatório final que solicita o rompimento do contrato com o Consórcio VLT.

“Retorno a esta Casa com o único objetivo de esclarecer as dúvidas, conflito de entendimento e carência de informações. Estamos aqui pessoalmente. Com relação ao VLT, quero que colegas me permitam esclarecer todos os aspectos. Vim aqui para sanar tudo que envolveu o acordo realizado entre as partes”, disse o tucano na sessão desta quarta-feira (12).

Wilson Santos disse que a proposta de rompimento com o Consórcio, poderia atrasar a retomada das obras em até cinco anos. “Fazer uma nova licitação para contratação de outra empreiteira, como quer os membros da CPI, causaria um prejuízo financeiro muito grande ao Estado e demandaria ainda muito mais tempo, até 5 anos, para o término da obra. O novo contrato assinado com o consórcio estabelece prazo de 24 meses, ou seja, dois anos para a conclusão do modal”, explicou.

O tucano também se explicou das acusações de que, durante a CPI foi um dos principais críticos das obras, chegando a dizer que o VLT teria sido a maior roubalheira da história do Estado.

“Hoje eu tenho uma visão muito mais profunda sobre o que ocorreu na condução das obras do VLT. O consórcio não avançou com as obras, porque o Estado não havia resolvido a questão das desapropriações. Eu não tinha conhecimento disso. Eu não sabia que o Consórcio tinha trabalhado por 8 meses sem receber. Hoje queremos uma oportunidade de esclarecer e confrontar números, opiniões”, defendeu. 

Wilson Santos também rebateu o apontamento do deputado Oscar Bezerra (PSB), que presidiu a CPI das Obras da Copa, sobre a impossibilidade de renovar contrato com o Consórcio VLT devido a irregularidades insanáveis no contrato passado, como por exemplo, suposto calote que o consórcio tenha dado no Estado de R$ 150 milhões em multas por atrasos nas obras. Wilson pondera que o estado também teve uma parcela de culpa nestes atrasos das obras e cita relatório da consultoria feita pela KPMG. Segundo ele, o documento revela que 68% da culpa pelos atrasos cabe ao consórcio e que 32% ao estado.

“Essa dívida do consórcio com o Governo é relativa. Os primeiros 8 meses da obra, o Estado não pagou nenhum real. Quem determinou a paralisação da obra em dezembro de 2014 foi o Estado. Então tudo isso tem que ser discutido. Talvez os membros da CPI não tenham acesso a algumas informações, que eu também quando fiz parte da CPI não tinha. Hoje eu tenho acesso documentalmente, inclusive, e vim aqui fazer esses esclarecimentos”, explicou.

 

 


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiaba


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