Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Governo de Mato Grosso busca parceiros para proteger o rio Cuiabá




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A Agência Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (Agem-MT) apresentou na noite de quarta-feira (10) o projeto “Grande Rio Cuiabá”, de recuperação e proteção do rio e suas áreas de proteção permanente (APP’s), além da construção de um modal fluvial para Cuiabá e Várzea Grande.

De acordo com a presidente da Agem, Tânia Matos, o projeto compreenderá a intervenção urbana e ambiental em um trecho de 12 quilômetros, entre a Orla do Porto e a comunidade Bonsucesso, criando 19 estações, sendo uma estação central no Porto, que fará articulação com diversos itinerários de ônibus.

“Queremos levar as pessoas para uma vivência com rio e assim despertar o olhar de zelo pelo local, que se tornará uma alternativa de transporte”, salientou Matos, reiterando ainda o fato de que esse tipo de modal foi o primeiro meio de transporte usado por aqui.

Na ocasião, também foi debatida a sustentabilidade do turismo com a criação desse transporte urbano fluvial, além da ocupação responsável das margens do rio Cuiabá.

Segundo a representante da Agem, o projeto é uma forma de intervir e resolver a situação do Rio Cuiabá, considerado por ela a “espinha dorsal” da região metropolitana de Cuiabá.

O governador Pedro Taques explicou que a ideia é criar, por meio da revitalização do Rio Cuiabá, espaços voltados à convivência, às atividades de turismo ecológico, mobilidade e navegação como mecanismo de integração entre Cuiabá e Várzea Grande.

“Assim, o rio deixa de ser um divisor, assumindo o papel de elo entre as duas cidades. A partir dessa transformação sustentável teremos como resultado o equilíbrio entre o homem e a natureza, entre história e desenvolvimento. Nosso legado a todas as gerações”, disse Taques.

A valorização do ribeirinho foi outro ponto destacado pelo governador, que aproveitou o evento para anunciar a construção de mais duas pontes interligando trechos entre Cuiabá e Várzea Grande. “As cidades não podem ficar de costas para o rio. Esse cais está parado há mais de 50 anos”, reclamou Taques.

De acordo com chefe do Executivo estadual o projeto, que será uma Parceria Público Privada, está orçado em R$ 26 milhões de reais, que serão arrecadados por meio da iniciativa privada. Ele explicou que a concessão das estações poderá ficar com empresas diferentes, fomentando atividades diversas em todas elas. “Eu sonhei com esse projeto, que é muito importante, então vamos sair de ‘pires na mão’ para conseguir realizá-lo”, afirmou Taques.

O governador comparou ainda o custo da obra ao custo da pavimentação, explicando que cada quilômetro de asfalto na estrada custa R$ 1 milhão, reiterando que o custo total do projeto é muito pequeno para o tamanho de sua importância.

A concepção arquitetônica valoriza elementos regionais e incorpora o folclore local, como a lenda do minhocão, com seus traços que lembram o famoso símbolo da tradição popular cuiabana.

A arquitetura e engenharia foi inspirada na Biomimética, que é um ramo da ciência que estuda as estratégias da natureza para enfrentar as adversidades do meio ambiente, ou seja, o projeto utilizou esses conceitos adequando cada estação às condições de seu local de implantação, sem afetar a natureza.

 

Como o projeto é pautado na sustentabilidade, ele terá reaproveitamento de água, eficiência energética, tratamento de resíduos e soluções com certificação internacional, diminuindo impactos ambientais.

 


Autor: Redação AMZ Noticias


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