Quarta-Feira, 03 de Junho de 2026

Secretário de Cidades acusa procuradora estadual de "sonegar" informações do VLT




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O secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos, acusou a procuradora da República, Bianca Britto de Araújo, de “sonegar” informações com relação ao custo para a retomada da obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

O Estado firmou um acordo com o consórcio responsável pela obra para a retomada do modal ao custo de R$ 922 milhões.

Em coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira (31), a procuradora apresentou manifestação contrária ao acordo, assinada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e Federal (MPF) .

Na ocasião, Bianca Brito afirmou que o MPE e o MPF não haviam chegado a um número “ideal” para tal acordo.

“A procuradora, inclusive, foi perguntada por um profissional: ‘qual o valor que vocês chegaram?’ Ela disse: ‘não chegamos a valor nenhum’. Está aqui, eles chegaram sim a um valor. A manifestação do MP mostra esse valor e a procuradora sonegou informação que ela tinha, que ela sabia”, disse Wilson, em entrevista à Rádio Capital FM.

 “A doutora Bianca Brito sabe sim que o corpo técnico do MP chegou ao número de R$ 920 milhões. O numero é rigorosamente o mesmo que o nosso, a diferença é de 0,1%. Os números que negociamos com o consórcio foram plenamente ratificados pelo MPE”, afirmou o secretário.

De acordo com ele, esta conclusão dos órgãos de controle com relação aos valores pactuados é a parte mais importante da manifestação do MPF e MPE.

“Estou extremamente satisfeito, feliz. A manifestação do MPE e MPF trouxe algumas verdades importantíssimas para esse processo. Qual a grande dúvida da sociedade no momento em que se apura corrupção pra tudo que é lado? A grande preocupação é se está havendo roubo na questão do VLT. O Governo está conduzindo de maneira honesta e transparente? Ontem o MP nos deu essa resposta”, disse Wilson.

“Recebemos muitas críticas de termos feito uma minuta de acordo com o consórcio construtor no valor de R$ 922 milhões. Ficamos no sol e sereno esse tempo todo. Ontem, graças a Deus, finalmente um documento oficial do MP mostrou esse número de R$ 920 milhões, que é muito próximo ao nosso”.

Sem “absurdos”

Ainda de acordo com o secretário, o apontamento prova que o acordo firmado entre o Executivo e o consórcio não é “absurdo”.

“Aqueles que achavam que os R$ 922 milhões era um absurdo, agora temos finalmente em mãos um documento assinado pelo MPE. Assinado pelo engenheiro civil do CREA-MT, que chefia o corpo técnico do MPE, que diz que realmente o valor é o que havíamos acordado”, disse Wilson.

“Finalmente há um documento oficial, de um órgão rigoroso de controle, que diz que o acordo que fizemos, em termos de dinheiro, está rigorosamente correto. Só isso já me dá um conforto. Dormi como um passarinho, nem foi mais como galinho. Foi um passarinho. Dormi tranquilo”, brincou ele.

 


Autor: AMZ Noticias com Midia News


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