Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

O meu país




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Venho de uma família humilde tanto pelo tronco materno como paterno. Meu avô materno veio da Itália para o Brasil fugido da guerra e no Rio de Janeiro vivia a custas de uma banca de jornal.

Meu avô paterno dedicou sua vida toda ao magistério, paixão que sustentou até a morte. Graças a Deus tive condições de estudar sempre em escola pública e fazer uma faculdade.

Meu período de Faculdade coincidiu com o que alguns chamam de anos negros da Ditadura, e eu preocupado com outras coisas, não percebi o seu começo, o seu meio e muito menos o seu fim. Não pensem ser eu um alienado.

Confesso-lhes que como todo jovem idealizei o país que gostaria de morar, de trabalhar e de apresentar à minha família. Confesso-lhes que muito me preocupava a vontade de ter uma mulher e filhos, estes seguindo estritamente a linha da educação que recebi de meus pais.

Confesso-lhes que gostaria de ter um Congresso cheio de senhores Ulisses Guimaraes, que inteligentemente não veio para assistir essa canalhice, preferiu ficar no fundo do mar.

Confesso-lhes que se soubesse que hoje a mim apresentariam uma podridão de território chamado Brasil, entupido por facínoras e canalhas, ladrões dos meus, dos seus e dos nossos sonhos, estaria até hoje defendendo o desfile das baionetas por nossas ruas e avenidas. E por que não? Dou minha cara à tapa, como sempre fiz, para receber as criticas de “democratas”, muitos confundidos com canalhocratas!

Por que Democracia? Para institucionalizar o assalto aos cofres públicos como vem acontecendo, com “assaltantes” altamente profissionalizados e de elite?

Seria capaz de dar um tiro no meu ouvido se os irmãos Batista tendo o General Figueiredo como Presidente da República estariam a desfilar pela quinta Avenida de Nova York queimando os dólares que nós colocamos, com nosso trabalho nos cofres deste país.

Daria outro tiro se o General Figueiredo admitiria que, além de seu jato bilionário, talvez conseguido com o dinheiro do BNDES, liberasse o seu iate de bilhões de dólares provavelmente adquirido (?) com os trocados ganhos na casa de carne de Jataí em Goiás.

Daria o terceiro se nesse período proliferasse tanto “de menor” assaltando e roubando a família brasileira protegidos pelo generoso manto do ECA. Essa é a Democracia que queremos? É cercado de canalhas e larápios elaborando e chancelando leis para nós cumprirmos que precisamos dela? Com pequeníssimas exceções.

Não aguento mais viver rodeado de canalhas. Se for essa a Democracia que precisamos, avise-me, pois estou disposto a viver sob a batuta do Maduro, onde tenho certeza deve ser mais clara e cristalina a bandidagem.

 

Eduardo Póvoas é odontólogo e articulista.


Autor: Eduardo Póvoas


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