O governador Pedro Taques (PSDB) criticou os deputados federais contrários ao remanejamento dos R$ 82 milhões em emendas federais para amenizar a crise na saúde do Estado com os atrasos nos repasses aos Hospitais Regionais, filantrópicos e municipais.
Enquanto não se chega a uma definição, o governo vem buscando achar outras saídas, como PEC do Teto dos Gastos que deverá ser encaminhada ao Legislativo já na próxima semana.
De acordo com Taques, essa resistência é apenas da oposição. "Os deputados da oposição que estão contra. (...) causa-me espécie que deputados que estão com mandato há muito tempo e nunca fizeram nada e que agora estão preocupados. E que bom que estão preocupados, antes tarde do que nunca", disse o governador nesta quarta-feira (21) em entrevista no Palácio Paiaguás.
Na semana passada, os deputados federais Valtenir Pereira (PMDB), Carlos Bezerra (PMDB) e Ságuas Moraes (PT) se posicionaram contrários a ideia de usar as emendas que foram destinadas para o equipamento do novo Pronto-Socorro de Cuiabá.
Porém, deputados federais que estão na base de apoio do governo tucano também se colocaram contrários ao uso da emenda coletiva da bancada mato-grossense no valor de R$ 80 milhões para a área da saúde a fim de ajudar o governo do Estado a quitar dívidas com hospitais regionais.
Para o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), a medida só seria possível se o governador se comprometesse em comprar os equipamentos para o novo Pronto-Socorro. "Pedimos ao governador, que ficou de mandar uma planilha indicando onde vai ser usado o recurso e também um documento em que se compromete a comprar os equipamentos para o pronto-socorro quando estiver pronto", explicou o parlamentar.
Fábio Garcia também concorda que os recursos só poderiam ser remanejados para o Estado, caso o governo fique com o compromisso de equipar o novo hospital na capital.
O deputado Adilton Sachetti (PSB) também tem demonstrando resistência em utilizar os recursos das emendas para quitar as dívidas do Estado com os municípios.
O coordenador da bancada federal Mato-grossense, deputado Victório Galli (PSC) acredita que uma possível conversão no uso da emendas, só será acatada após muita análise.
“Achamos que pela burocracia tem que começar logo a licitação para compra dos equipamentos serem concluídas até abril do ano que vem, que é quando o Pronto Socorro será inaugurado. Se passar essa quantia para o estado, de onde vai vir esse dinheiro todo?”, problematizou Galli.
Essa é a segunda alternativa do governo que vem encontrando resistência para que o Estado amenize os problemas da saúde. A primeira, da destinação dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab Commodities e Fethab Diesel -, também já é descartada pelo setor produtivo e por muitos da própria bancada governista na Assembleia.
Autor: AMZ Noticias com Diario de Cuiaba