Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

Cuiabá tem a segunda maior redução de preços da cesta básica de todo País




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Cuiabá fechou o primeiro semestre desse ano com a segunda maior redução de preços para cesta básica, no País, ao acumular no período deflação de 7,27%. Conforme dados divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a capital mato-grossense faz parte de um conjunto de 16 capitais em que o valor dos alimentos básicos registrou deflação.

Tiveram as melhores diminuições, pela ordem, Rio Branco (-13,29%), Cuiabá (-7,27%), Manaus (-6,83%) e Brasília (-6,21%). As altas acumuladas mais significativas nesse mesmo período foram observadas em Recife (7,44%), Aracaju (4,54%) e Fortaleza (3,63%).

O Diesse considera a cesta básica composta por 13 itens e suficiente para alimentar uma família de quatro pessoas. Na Capital, oito deles fecharam os primeiros seis meses do ano com queda, um sem alteração e quatro com alta. O maior incremento veio do feijão, 27,66% e redução mais acentuada foi registrada no tomate, 18,24%.

Com esse movimento, a cesta básica de Cuiabá encerrou os primeiros seis meses desse ano com o 8º maior valor do ranking nacional do Diesse, com cotação de R$ 395,23. Na comparação mensal com os valores aferidos em maio, a cesta básica de Cuiabá recuou 1,81%, quando teve média de R$ 402,52, e queda de 8,25% no acumulado dos últimos 12 meses.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos mostra ainda que em maio a cesta cuiabana havia sido a 10ª mais cara para se tornar em junho a 8ª. Em junho do ano passado teve cotação média de R$ 430,78, sendo a 6ª mais cara daquele mês.

Ainda na comparação com junho do ano passado, o Dieese revela que naquele mês os cuiabanos tiveram que desembolsar 53,21% do salário mínimo vigente (R$ 880) para aquisição da cesta básica. Naquele semestre Cuiabá encerrada a primeira metade do ano com alta acumulada de 10,21%. Nesse semestre, a cesta básica cuiabana abocanha 45,85% do salário mínimo vigente, em R$ R$ 937.

Ainda conforme análise dos técnicos do Dieese, com base na cesta mais cara, que, em junho, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Departamento estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em junho de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.727,19, ou 3,98 vezes o mínimo de R$ 937. Em maio de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.869,92, ou 4,13 vezes o mínimo vigente. Em junho de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.940,24, ou 4,48 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880.

PREÇOS - Na Capital, os alimentos tiveram a seguinte movimentação no mês de junho: carne (-0,33%), leite (+1,06%), feijão (+27,66%), arroz (-4,40%), farinha (0,00%), batata (-2,27%), tomate (-18,24%), pão (-0,41%), café (+0,46%), banana (-10,87%), açúcar (-3,63%), óleo (-3,20%) e manteiga (+1,70%).

NACIONAL – O custo da cesta básica diminuiu em 23 capitais brasileiras e aumentou em 4. As maiores quedas foram registradas no Rio de Janeiro (-5,02%), Brasília (-4,18%), Vitória (-4,14%) e Belo Horizonte (-4,03%). Já as elevações foram observadas em Fortaleza (0,99%), Macapá (0,43%), São Luís (0,20%) e Rio Branco (0,06%).

Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 443,66), seguida por São Paulo (R$ 441,61), Florianópolis (R$ 432,40) e Rio de Janeiro (R$ 420,35). Os menores valores médios foram observados em Rio Branco (R$ 333,35) e Salvador (R$ 350,22). 

Em 12 meses, 22 cidades acumularam diminuição, e as taxas negativas mais expressivas foram observadas em Belo Horizonte (-11,97%), Campo Grande (-9,81%) e Brasília (-9,71%). Já os aumentos ocorreram nas cidades do Nordeste: Fortaleza (5,61%), Recife (2,20%), Maceió (1,49%), João Pessoa (1,02%) e Natal (0,62%). 

 


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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