Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram, na manhã desta terça-feira (25), uma fazenda do Grupo Amaggi, do ministro de Agricultura Blairo Maggi, localizada na BR-163, em Rondonópolis (215 km ao Sul de Cuiabá).
A ocupação faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária com o tema “Corruptos, Devolvam Nossas Terras”. Eles também protestam contra as reformas trabalhista, previdenciária e de terceirização, propostas pelo governo federal.
De acordo com a assessoria de imprensa do MST, a invasão conta com a participação de mais de mil manifestantes. A Amaggi ainda não se pronunciou sobre a ocupação.
Os manifestantes devem ficar no local até o próximo dia 2 de agosto, quando será julgada pela Câmara de Deputados a denúncia de corrupção contra o presidente MichelTemer (PMDB).
Ainda segundo a assessoria, a invasão na fazenda se dá pelo fato do ministro vir atuando na "defesa de implementação das políticas contra os trabalhadores rurais".
Em nota o MST afirmou que Maggi "exerce a função de ministro para garantir as condições necessárias para o desenvolvimento das suas fazendas e do agronegócio".
O texto cita o apoio para autorizar a venda de mais agrotóxico para ser usado na agricultura e a redução das áreas de preservação ambiental, como a Reserva do Jamanxim, no Pará.
Reforma Agrária
A Jornada Nacional de Lutas também debate as ameaças do Governo Temer à luta no campo. O MST faz coro contrário à MP 759, que promove mudanças na lei da reforma agrária, especialmente sobre a titulação dos assentamentos. A MP abriria a possibilidade de comercialização dos lotes pelas famílias assentadas.
Durante a Jornada, o movimento também critica a proposta do Governo Temer que viabiliza a venda de terras para estrangeiros. Entre os argumentos contrários ao projeto, estaria a questão de uma possível explosão nos valores das áreas, inviabilizando possíveis desapropriações, assim como problemas relacionados à soberania nacional, principalmente no caso das terras em áreas de fronteira.
Além da área do ministro Maggi, os sem-terra já ocuparam nesta manhã uma propriedade ligada ao ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e outra área pertencente a João Batista Lima Filho, conhecido como Coronel Lima, assessor e amigo pessoal de Michel Temer, que seria uma espécie de "testa de ferro" do presidente.
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Autor: AMZ Noticias com Midia News