S�bado, 25 de Julho de 2026

Presos de MT se passavam por médicos para aplicar golpes em familiares de pacientes




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Da cadeia, presos da Penitenciária Major Eldo de Sá Correia (Mata Grande), em Rondonópolis (212 quilômetros de Cuiabá) aplicavam golpes em vítimas de todo o país. O esquema gerou prejuízo estimado de R$ 200 mil para pelo menos 500 vítimas espalhadas pelo Brasil. A ação foi descoberta pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro que através de investigações identificaram quatro criminosos que agiam da Mata Grande aplicando o golpe conhecido por “Falso Médico”. Ao todo oito pessoas foram presas.

Por telefone eles conseguiram enganar vítimas, cobrando dinheiro para realização de exames de urgência. Em buscas na unidade prisional, os policiais apreenderam cinco celulares, 15 cadernos de anotações diversas como contas correntes e telefones de vítimas. O texto que os criminosos liam para as vítimas também foi encontrado.

A operação denominada “Hígia”, que contou com o apoio da Polícia Civil de Mato Grosso foi comandada pela 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana (RJ), por meio de o delegado titular da unidade, Gabriel Ferrando de Almeida e equipe. Foram cumpridos oito mandados de prisão em Rondonópolis, sendo quatro contra presidiários da Mata Grande e quatro em desfavor de pessoas suspeitas de auxiliarem do lado de fora as ações criminosas.

Segundo informações da Polícia Civil, o detento Wadson Sales Leonel foi apontado na investigação como o chefe da organização criminosa. Ele se passava por médico e também captava informações de hospitais e pacientes. O criminoso era auxiliado por Thiago Espíndola Oliveira, Wesley Vieira de Jesus e Iago Kairon Gomes da Silva, todos presos na mesma cela, no Raio I.

Do lado de fora a organização criminosa contava com apoio de Simone Vieira de Jesus (mulher de Wadson), que também buscava informações de hospitais, captação de contas correntes e fornecimento de créditos para os celulares e recebia o dinheiro do golpe. Além de Kamila Ribeiro Nogueira (companheira de Wesley), Anabela Alves e Wester Honorato da Silva, nas funções de captar contas correntes, coordenar os saques e fornecer créditos para os celulares.

Segundo a investigação, as vítimas são pacientes e hospitais localizados em diversos Estados do Brasil, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Santa Catarina. O golpe é considerado de abrangência nacional. O delegado do Rio de Janeiro responsável pela operação confirmou que essa já é considerada a quadrilha mais especializada na execução dessa modalidade de fraude. Ele ressaltou ainda que não se descarta o indiciamento, ao término das investigações, dos proprietários das contas correntes movimentadas pela quadrilha.

A AÇÃO - Há seis meses a polícia do Rio de Janeiro trabalhava na identificação dos suspeitos. O esquema foi descoberto por meio de técnicas e medida cautelares, mediante prévia ordem judicial, na investigação, chegando ao monitoramento de 95 mil chamadas telefônicas, que totalizaram 1.930 horas de ligações. Foram interceptados 52 ramais telefônicos utilizados pelos criminosos.

As ordens judiciais foram cumpridas na quarta e quinta-feira, e contou com o apoio da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, por meio da Diretoria de Inteligência e Delegacia de Roubos e Furtos de Rondonópolis, e o Sistema Penitenciário da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sedjud).

 


Autor: AMZ Noticias com Diario de Cuiaba


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