S�bado, 25 de Julho de 2026

Hospitais filantrópicos de Mato Grosso deixam de atender pelo SUS




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Quatro hospitais filantrópicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), paralisaram os trabalhos desde ontem por falta de repasses do governo do estado. Os atrasos, que superam os R$ 10 milhões fez com que, segundo a Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (FEHOS), as “portas se fechassem” para os novos pacientes. Somente casos de urgência e emergência estão mantidos. A paralisação é por tempo indeterminado.

Suspenderam os atendimentos a Santa Casa de Rondonópolis, os hospitais Santa Helena, Santa Casa de Misericórdia e Hospital Geral Universitário, em Cuiabá. Com isso ficam comprometidas cirurgias eletivas - aquelas que são agendadas - atendimento ambulatorial e a internação de novos pacientes nas UTIs.

Os cinco hospitais filantrópicos, os quatro paralisados e o Hospital do Câncer (não aderiu à paralisação apesar do atraso), são responsáveis por 85% das cirurgias de alta complexidade, pelo SUS no estado e 65% das internações de média de alta complexidade. A federação alega que o déficit é de em torno de R$ 3,6 milhões por mês e, segundo ele, o governo se comprometeu a pagar R$ 2,5 milhões por mês para os cinco hospitais. Os atrasos perduram desde março.

A FEHOS afirma que desde 2015 expõe ao Governo todas as dificuldades para manutenção das instituições, em virtude da defasagem na tabela do SUS e dos constantes atrasos dos pagamentos. Confirma que em 2015 após diversas tratativas fora concedido emergencialmente um custeio por três meses até que os custos fossem realmente apurados, através de uma consultoria especializada na área de saúde indicada pelo Governo do Estado.

A federação confirma que em 2016, do total dos déficits levantados para o custeio, foi repassado 69% deste valor, não cobrindo seu custo efetivo, com a promessa do Governo do Estado de que estaria fazendo um estudo de como manter, e até cobrir os 100% dos déficits. “Infelizmente vimos comunicar à população que necessita do atendimento pelo SUS, que não temos outra saída a não ser a paralisação, para que não haja comprometimento na qualidade do atendimento o que mais prezamos em nossas instituições. Enfatizamos que o que gerou este movimento é a total falta de crédito junto aos fornecedores de materiais de lavanderia, limpeza, alimentos, medicamentos e demais itens de custeio”, confirma nota da FEHOS.

OUTRO LADO – Por meio de nota a Secretaria de Estado de Saúde (SES), confirmou que apoia financeiramente as prefeituras de Cuiabá e de Rondonópolis com repasses financeiros, que são usados pelas secretarias municipais de Saúde para o custeio de serviços médicos, incluindo aqueles contratados junto aos hospitais filantrópicos. Portanto, com os hospitais filantrópicos não existe diretamente nenhum contrato e nenhuma dívida como foi divulgado.

A pasta frisou ainda que no final de 2016, diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelos hospitais filantrópicos, o governador Pedro Taques autorizou um repasse emergencial para os hospitais durante três meses. Foram repassados R$ 2,5 milhões nos meses de dezembro de 2016, janeiro e fevereiro de 2017, totalizando um repasse de R$ 7,5 milhões. O valor mensal era para ser dividido entre a Santa Casa de Rondonópolis, e mais os hospitais de Cuiabá Santa Casa, Santa Helena, HGU e Hospital do Câncer. Entretanto, segundo a SES a intenção dos representantes filantrópicos é que o governo do Estado continuasse com a ajuda financeira pelos meses seguintes.

A pasta ressaltou ainda que já esteve inclusive com dirigentes dos hospitais filantrópicos e foi explicado que, sem dinheiro novo, o Estado não tinha condições de continuar com o auxílio financeiro, diante da crise econômica e da escassez de recursos.

 


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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