Novos trechos da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), ainda sob sigilo, foram divulgados pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo, e apontam que deputados estaduais da legislatura passada receberam milhares de reais em propina para não fiscalizarem o Executivo Estadual na execução de obras de pavimentação de rodovias estaduais por meio do programa Mato Grosso Integrado. À Procuradoria Geral da República (PGR), Silval revelou que se comprometeu a repassar aos deputados entre 3% e 4% de um total de R$ 400 milhões.
Conforme a reportagem da emissora exibida nesta quinta-feira (24), o peemedebista afirmou na delação que cada deputado que participou do esquema recebeu cerca de R$ 600 mil. Disse ainda que tem vídeos gravados e anexados à delação que mostram entre 8 a 10 parlamentares recebendo valores de propina. As obras do MT Ingegrado estavam orçadas em R$ 1,4 bilhão com a promessa de interligar, com malha asfáltica, os 141 municípios mato-grossenses.
Na delação, o ex-gestor disse que no decorrer de sua gestão, poucas empresas que executavam obras de infraestrutura em rodovias estaduais não pagavam propina pelos contratos. Ou seja, ele deixa claro que a maioria das empreiteiras aceitava participar do esquema e pagava propina. Conforme Barbosa, os repasses aos deputados era feito por intermédio de Silvio Cézar Corrêa Araújo, seu ex-chefe de gabinete que o representava em vários esquemas de corrupção.
Na versão do ex-governador, o acordo de repasse de propina aos parlamentares foi cumprido, pois quando não o fazia era pressionado pelos deputados. Os parlamentares delatados faziam parte da gestão passada, mas vale destacar que boa parte deles foi reeleita e continua legislando. A reportagem não cita nomes dos parlamentares que Silval delatou. Por enquanto, a Assembleia Legislativa não emitiu qualquer comunicado sobre o assunto.
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Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital