Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

Mais do mesmo ou um presente sem futuro




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Olhemos para a nossa realidade política, que esperança podemos ter? Nenhuma! Nada de novo ou diferente aparece, mesmo numa crise tão grave, que é sempre um momento de oportunidades.

No entanto, o que vemos gestar nos partidos políticos? Um emaranhado de criaturas grotescas, horripilantes, antigas, esgarçadas, zumbis querendo ressuscitar, enfim, criaturas que são muito mais o problema a ser sanado que a solução dos problemas nacionais, que a rigor, ninguém com autoridade política, sabe qual seja de fato, ou pelo menos, não os partidos políticos, cuja preocupação primeira e única é a sua sobrevivência nas próximas eleições.

Vendo o quadro como ele se mostra, com a crise econômica, a crise política, a crise institucional (para não falar da crise ética de dimensões incomensuráveis) em que se encontra o país, e seus atores principais, governantes, políticos e judiciário lutando por mais regalias e poderes, podemos concluir que o próximo ano será igual, senão pior do que esse.

E os demais ainda pior. É que não há como promover desenvolvimento econômico na instabilidade política que se vive, e não tem como ter estabilidade política com uma sociedade civil omissa e apática, que não participa nem direciona os políticos, que findam apenas fazendo o que bem entendem, insensíveis aos anseios sociais, que afinal de contas, nem se faz ouvir.

E o que nos revela o presente sobre o futuro? Que as escolas terão menos recursos, assim como hospitais e atendimento médico, além da polícia: se esse ano foi o ruim, o próximo será pior.

Que a sociedade terá mais indivíduos e menos recursos para cuidar deles, ainda que haja mais recursos para eleições e para o legislativo.

Que o déficit público que é grande, será, na melhor das hipóteses, igual, ainda que nada garanta que enviem um projeto ampliando ainda mais as dívidas.

Que a infraestrutura ruim, vai piorar, já que haverá menos recursos, que já são insuficientes. O debate nacional longe está de esbarrar no grande déficit nacional, que é educacional.

O que falta nesse país é investir no seu povo, que só emprega dinheiro em cana de açúcar, borracha, café, soja, milho, gado, pré-sal, minérios, mas na sua gente, nada: o Brasil não investe no brasileiro e acredita que seu salvamento virá da natureza bondosa, que explora mais que o razoável.

Um país com um povo ignorante, a começar pela sua elite, jamais saberá o que fazer para resolver seus problemas, mesmo porque não tem nem condições de identificá-los.

Qualquer estudo mostra que em termos educacional, competimos com os africanos caracterizados pela pobreza econômica e de recursos, ainda que tenhamos uma economia maior que a sueca.

E o que falta não são tanto escolas, mas um ensino integral que ensine de fato a ler e escrever e fazer conta, o que nossas escolas não conseguem fazer até hoje.

 

*Roberto de Barros Freire é professor de Filosofia da UFMT


Autor: Roberto de Barros Freire


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