Três pessoas acusadas de envolvimento no assassinato do italiano Alessandro Carrega Dal Posso, de 63 anos, foram presas mês passado, durante o cumprimento de mandado de prisão expedido pela Justiça de Barra do Garças. Entre os presos está a ex-mulher do empresário, Tatiane Lourenço, mentora intelectual do crime.
O italiano foi assassinado em agosto de 2016, no bairro Jardim Amazônia, em Barra, com três disparos de arma de fogo. Ele morreu dentro de casa e o corpo foi encontrado em estado de decomposição. Vizinhos suspeitaram do mau cheiro e acionaram a Polícia Civil.
Embora tenha sido morto em agosto, as investigações do crime começaram em outubro depois de interferência do Consulado Italiano no Brasil, que exigiu celeridade na apuração.
À época, os delegados Adriano Alencar e Renato Resende, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Garças, representaram pela prisão temporária de Tatiane e do namorado, o agente prisional Célio Mariano, que negaram participação no caso. A motivação do crime seria uma herança de aproximadamente R$ 10 milhões.
Durante a fase investigatória, um policial italiano, a pedido do Consulado, colaborou na elucidação dos fatos, inclusive, na identificação de Witalo Yan, que teria utilizado um revólver calibre 38 para efetuar os disparos contra a vítima. Ele e o namorado da ex-mulher também estão presos preventivamente.
Tatiane e Alessandro, moravam na cidade e estavam separados, contudo, a fortuna do empresário, que atuava no ramo agropecuário, teria despertado cobiça da ex-mulher, que é apontada juntamente com o namorado e o autor dos disparos, de arquitetar a morte para ter direito à herança.
Furto
A Polícia Civil investiga ainda o suposto furto de um veículo Land Rover, de propriedade da vítima, ocorrido três dias após o crime. A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) identificou os autores (nomes não revelados) e representou pela prisão temporária dos suspeitos para apurar se há relação com o assassinato de Alessandro.
O delegado Adriano Alencar espera concluir o inquérito nos próximos dias e divulgar o resultado final das investigações diante da complexidade do caso, que já completou um ano.
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Autor: Francis Amorim com RD News