Apesar do imbróglio envolvendo o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o governador Pedro Taques (PSDB) garante que irá concluir a obra e entregá-la a população. Para tanto, o tucano busca uma forma de solucionar o entrave jurídico que “assombra” o novo modal desde o início de seu governo.
“Nós vamos tirar do papel o VLT como eu sempre disse desde s campanha eleitoral. Nós vamos terminar o VLT. Agora, vamos terminar no prazo correto, no tempo certo”, garantiu.
No início desta semana, a Justiça Federal suspendeu por mais 30 dias o contrato entre o Governo do Estado e o Consórcio VLT a pedido do próprio governador.
A postura do chefe do Executivo estadual é reflexo da Operação Descarilho, deflagrada pela Polícia Federal no início de agosto para apurar crimes de fraude em procedimentos licitatórios, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais que teriam ocorrido durante a escolha do modal do VLT e a execução da obra na capital mato-grossense.
Diante disso, Taques exige o rompimento, em definitivo, das negociações com as empresas do Consórcio. A suspensão foi autorizada pelo juiz federal Ciro José de Andrade Arapiraca.
No mesmo despacho, o magistrado ainda tornou sem efeitos jurídicos os documentos relacionados às minutas de acordo e documentos afins, juntados pelo Estado de Mato Grosso e pelo Consórcio VLT Cuiabá.
Em contrapartida, negou o pedido do Governo do Estado para bloqueio de bens das empresas do Consórcio no valor de R$ 497,99 milhões. O orçamento inicial para construção do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande é de R$ 1,477 bilhão. Até agora o Governo já desembolsou R$ 1,066 bilhão.
Composto por duas linhas (Aeroporto - CPA e Coxipó – Porto), com total de 22 quilômetros, o primeiro trecho a ser terminado será do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até bairro do Porto, em Cuiabá, chegando depois ao bairro do CPA.
Autor: AMZ Noticias com Diario de Cuiaba