O tiroteio na comunidade da Rocinha (RJ), que começou na manhã desta sexta-feira (22/9) e ainda não cessou, deixou moradores e visitantes com medo de se deslocar pela capital carioca. A tensão teve reflexo direto no segundo fim de semana do festival de música Rock in Rio.
Por meio das redes sociais, várias pessoas que já tinham comprado ingressos para os shows desta sexta-feira passaram a oferecê-los pela bagatela de R$ 100 (veja abaixo). Oficialmente, o valor dos tíquetes é de R$ 455 (inteira) e R$ 227,50 (meia).
Para quem desistiu de ir ao evento nesta noite, a vontade de ver a apresentação do cantor Bon Jovi, principal atração desta sexta, não é maior do que o medo de se arriscar na travessia da cidade.
É obrigatório passar pela Rocinha durante o deslocamento da Zona Sul, onde ficam os principais hotéis e pontos turísticos do Rio, para a Barra da Tijuca, local da Cidade do Rock, que abriga o maior festival de música da América do Sul.
Quanto mais se aproxima o horário do evento, maior o desespero do público que está na cidade para o festival, de acordo com a movimentação das redes sociais.
Programação é mantida
O Rock in Rio não mudará sua programação por conta da guerra de traficantes na favela da Rocinha: militares da Polícia Militar do estado e também do Exército também ocupa a área.
O festival não informou como os artistas hospedados na Zona Sul serão levados à Barra, uma vez que a autoestrada Lagoa-Barra, caminho natural até a Cidade do Rock, está fechada por conta do risco de tiroteios. O Exército está na favela, reforçando a presença policial. As trocas de tiros estão frequentes e a população, encurralada.
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Autor: Redação AMZ Noticias