Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Estudo aponta Valtenir Pereira como campeão do troca-troca de partidos no Congresso




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Com quatro trocas de legendas no currículo, três nos últimos dois anos, deputado federal licenciado Valtenir Pereira (PSB) é o campeão da Câmara Federal no quesito infidelidade partidária. O levantamento foi feito pelo Estadão que concluiu que a atual legislatura é a mais “infiel” dos últimos 10 anos.

A reportagem lembra que em julho, Valtenir voltou para o PSB, legenda que estava em 2013. Quando migrou do PMDB para assumir a presidência estadual da sigla socialista, gerou crise interna que pode resultar na debandada de outros deputados federais, deputados estaduais, além de prefeitos e senadores.

Ao Estadão, Valtenir alegou “ânsia em fazer o melhor para o povo” e “dificuldade de entrosamento político” em legendas antigas. "(Em 2013) Tinha um grupo no PSB que queria me detonar", justificou.

Duas das trocas de Valtenir foram para partidos recém-criados. Em 2014 foi para o PROS, que o reelegeu naquele ano e para o PMB, em 2015. Depois, aproveitou a janela em março de 2016 para migrar para o PMDB.

No entanto, alega que a volta ao PSB teve outra motivação. "Eu voltei para ser presidente estadual, isso me motivou a voltar para casa, explicou.

Outros dois deputados federais também tiveram quatro mudanças de partido, porém, nas últimas três legislaturas. São eles Sérgio Brito (PSD-BA) e Silas Câmara (PRB-AM).

A reportagem do Estadão também mostra plenário que discute a reforma política na Câmara é o que vivenciou o maior número de trocas partidárias nos últimos dez anos. Desde janeiro de 2015, quando iniciou esta legislatura (2015-2019), até agora, um de cada quatro parlamentares mudou de partido. No total, foram 124 deputados “infiéis” e, destes, 31 mudaram mais de uma vez.

Trocas

Segundo dados da Câmara Federal, foram quase 400 trocas desde 2007, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que os mandatos pertencem aos partidos, não a deputados e vereadores. Desde então, só dois deputados perderam o mandato por infidelidade partidária, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ambos eram do DEM. Walter Brito Neto (PB), em 2006, e Robson Rodovalho (DF) dois anos depois. Do total de trocas, 160 foram feitas desde o começo de 2015. E as mudanças devem se intensificar em março, quando está prevista a janela partidária, brecha para a troca sem o risco de perda do mandato.

 


Autor: Jacques Gosch com RDNews


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