Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2026

A questão não é só militar




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Piora dia após dia o quadro clínico da política no país. Surgem soluções ou propostas no desespero.

O Congresso Nacional perdeu a capacidade de produzir formulações cívicas e entrou na onda do salve-se quem puder, pensando nas eleições e nas reeleições de 2018.          

Uma das soluções que se levantam é a volta dos militares para retomarem o poder e restaurar a normalidade democrática.

O país suportou as gestões do Partido dos Trabalhadores e a democracia não derreteu. Por mais esforços que fizessem. Logo, o que está em jogo não é a democracia.          

O que está em jogo é a restauração do espírito de nação perdido nesses últimos anos. Agravadíssimo na lamentável gestão Michel Temer. Hoje abaixo dos 5% de aprovação popular.          

Então, voltemos à possibilidade dos militares como uma das tantas soluções. Em 1964 bastou uma campanha forte nos poucos jornais da época contra a frágil esquerda e derrubou-se um presidente fraco e seu governo desgovernado.

As baionetas e os tanques na rua intimidaram a sociedade, ajudadas pelos desfiles de alienadas senhoras católicas nas avenidas carregando faixas que receberam prontas de setores empresariais que apoiavam o movimento militar.          

Hoje, com uma mídia ampla, as redes sociais, a internet e a democracia mais fortalecida, difícil convencer a totalidade da opinião pública pra apoiar a direção dos militares, ou qualquer outra.

É outro país, outro ambiente político, outra sociedade, outra economia. E o mundo já não é mais o mesmo polarizado entre comunistas e não comunistas.          

O caminho da reconstrução do Brasil não será por outro caminho que não seja o do voto. Se nas eleições de 2018 os eleitores não conseguirem varrer a praga política atual, será em 2022, ainda que seja muito grande e perigoso o atraso de quatro anos.

No mundo atual, quatro anos é uma eternidade. Contudo, melhor do que nada. Seja como for, nem  militares, nem soluções que não sejam democráticas e sensatas, à altura do peso do Brasil frente ao mundo.

O assunto continuará.

 *Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.


Autor: Onofre Ribeiro


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