O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), preferiu não se manifestar sobre a reportagem da revista Carta Capital, na qual ele é acusado de receber dinheiro do esquema denominado ‘valerioduto’. Apesar disso, a assessoria de imprensa do STF informou que o ministro vai acionar juridicamente a revista, e considerou como absurda a reportagem.
A revista publicou, na edição desta sexta-feira (27), documentos que indicariam que Gilmar Mendes teria recebido R$ 185 mil do chamado ‘Mensalão do PSDB’, que foi administrado pelo publicitário Marcos Valério.
A acusação saiu poucos dias antes do início do julgamento do famoso caso do Mensalão, no qual o mesmo Valério foi acusado de distribuir propinas para deputados federais votarem a favor dos projetos que o governo Lula queria que fossem aprovados. Mendes será um dos ministros responsáveis de julgar o caso.
A revista obteve o que seria a contabilidade da campanha do atual senador Eduardo Azeredo, em 1998, quando ele concorreu à reeleição ao governo de Minas Gerais. Segundo a revista, as folhas encadernadas levam a assinatura de Valério.
As dez primeiras páginas do documento apresentam os doadores para a campanha e as demais 16 páginas relacionam as saídas dos recursos, que é onde o nome de Mendes aparece, na página 17.
Com estas informações a revista coloca em xeque a capacidade de Mendes em participar, a partir do dia 2 de agosto, do julgamento dos 38 acusados de integrarem o esquema do Mensalão.Este julgamento já está sendo considerado o mais importante da história do país.
MENSALÃO TUCANO
As acusações contra Mendes recaem em outra época, em 1998, quando ele ainda era Advogado Geral da União (AGU), nada tendo a ver com o julgamento que vai se iniciar na próxima semana.
O mensalão tucano, ou ‘valerioduto’, como ficou conhecido, foi um suposto esquema de financiamento irregular de campanha, com recursos públicos e doações privadas ilegais, para a campanha de Azeredo.
Autor: Hipernoticias