Com expressiva votação na Câmara Municipal, o prefeito de Aragarças José Elias Fernandes (PROS) acaba de ser afastado do cargo e começa a ser investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O gestor é acusado de gastos abusivos com diária e publicidade, nomeação irregular de funcionários públicos, mantimento de funcionários fantasmas, entre outras denúncias. Amanhã, às 9, o vice Leo Leão (PMDB) tomará posse da chefia do Executivo.
Na noite de hoje, a Casa votou pelo recebimento da denúncia e, por oito votos contra três, decidiu pelo afastamento do prefeito José Elias.
A Câmara recebeu, na semana passada, uma denúncia popular, que lista uma série de irregularidades dos quase 10 primeiros meses da gestão José Elias. O documento alega que o prefeito fixou valores de diárias de viagens em benefício próprio. Segundo o texto, as diárias ainda foram valoradas de forma exorbitante e desproporcional, custando, aos cofres públicos, R$ 2 mil, em uma viagem até Brasília, e R$ 1 mil, até Goiânia.
Os denunciantes chamaram a atenção para o fato de as diárias de viagens políticas do prefeito serem comparáveis ao valor pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por viagens pela entidade.
O documento apresenta denúncias como demora e não publicação de leis municipais de autoria ou com modificação dos vereadores e nomeação irregular de funcionários públicos. A denúncia popular também questiona o uso de mais de R$ 40 mil reais, arrecadado no serviço de exploração de estacionamento da praia do Araguaia, que, segundo o texto, foi gasto “sem qualquer controle por parte da administração e do próprio Tribunal de Contas”.
Entre outras irregularidades, a denúncia popular também destaca que o prefeito não tem atendido aos pedidos de informações da Câmara Municipal. O documento anexa 13 requerimentos, solicitando informações ao administrativo, os quais até agora não foram respondidos.
O documento sugeria o afastamento imediato do prefeito, para que não houvesse o risco de obstrução de investigação. Segundo o texto, José Elias poderia destruir provas e coagir “seus subordinados” a atos que pudessem prejudicar o andamento dos trabalhos da CPI. O Ministério Público de Goiás também protocolou as denúncias, o que pode acarretar em outra investigação.
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Autor: AMZ Noticias com Semana7