Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Governo admite que obras do VLT em Cuiabá não ficarão prontas em 2018




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Diante do imbróglio que envolve as obras do veículo leve sobre trilhos (VLT), o Governo do Estado informou, ontem, que não haverá tempo hábil para concluir e entregar o novo modal à população de Cuiabá e de Várzea Grande, em 2018. Por hora, a única perspectiva é que as intervenções sejam reiniciadas ainda ano que vem, mas sem prazo de finalização. O VLT já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos.

Com cerca de 22 quilômetros e dois eixos, o VLT deveria ter sido entregue ainda na Copa do Mundo de 2014. Passados quatro anos, o cuiabano e o várzea-grandense, que sediariam o Mundial e assistiram de camarote a derrota da Seleção Brasileira na competição passada, vão poder contemplar os jogos no ano que vem, mas sem usufruir do conforto a ser proporcionado pelo novo transporte público de passageiros.

A confirmação de que o VLT não será concluído em 2018 foi dada ontem pelo secretário de Estado de Cidades (Secid), Wilson Santos, durante vistoria às obras de drenagem na Avenida Fernando Correa da Costa, imediações do viaduto da UFMT, na capital. “O VLT deve ser retomado em 2018, mas não há condições de ser concluído no mesmo ano”, disse Santos lembrando que o ex-governador Silval Barbosa reconheceu que recebeu R$ 18 milhões de propina para aquisição do VLT.

Em março deste ano, Estado chegou a anunciar um acordo com o Consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande para a retomada das obras. Até então, o Estado pagaria R$ 922 milhões para a conclusão integral da implantação do modal. Pelo acordo, o cronograma previa a entrega da primeira etapa, em março de 2018, no trecho entre o aeroporto até a estação do Porto.

Até dezembro de 2018, deveria entrar em funcionamento todo o trecho da linha 1, num total de 15 quilômetros, entre o aeroporto e o Terminal do Comando Geral, na capital. Já a linha 2, que compreende o trecho de 7,2 quilômetros entre a Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha) e o Parque Ohara, no Coxipó, seria entregue até maio de 2019.

Porém, as negociações com o consórcio foram interrompidas. Com isso, a Secid entrega nos próximos dias ao governador Pedro Taques o estudo sobre qual a melhor alternativa para concluir o modal. As duas opções analisadas são firmar uma parceria público-privada (PPP) e a realização de uma nova licitação apenas para terminar as obras.

De todo modo, um novo edital terá que ser publicado. Assim, definida a alternativa, a estimativa é que serão necessários pelo menos mais uns 180 dias para que se tenha a modelagem pronta e se possa publicar um edital, seja de obra remanescente ou mesmo para uma PPP, ou seja, são pelo mais de seis a nove meses para que se colocar um edital na rua.

No fim de agosto passado, o Governo do Estado comunicou oficialmente ao juiz federal Ciro José de Andrade Arapiraca, a decisão de romper definitivamente as negociações com o consórcio VLT. À época, o procurador geral do Estado, Rogério Gallo, informou que durante vários meses representantes do governo e do consórcio se reuniram para buscar um acordo que permitisse a retomada das obras, ajustando o contrato firmado em 2012, corrigindo eventuais vícios e ilegalidade, bem como revendo valores.

Depois da Operação Descarrilho, deflagrada no início de agosto, pela da Polícia Federal, apontando fraudes na licitação, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes que teriam ocorridos durante a escolha do modal VLT, o governador Pedro Taques determinou a suspensão do diálogo com o Consórcio VLT para a retomada das obras. Porém, o Estado afirma que a conclusão do modal é uma das suas prioridades.

 


Autor: AMZ Noticias com Diario de Cuiaba


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