Mato Grosso se consolidou na safra 2016/17 o maior produtor de grãos e fibras do país, pelo sexto ano consecutivo. Foram colhidas inéditas 61,9 milhões de toneladas (t), volume que representou 26% do total nacional. Mesmo com registro histórico, a produção generosa não implicou em bons preços. O saldo financeiro do campo, que contabiliza os preços de venda dos produtos da porteira para dentro, o chamado Valor Bruto da Produção (VBP), somou R$ 68,93 bilhões, o menor das últimas três safras no Estado.
São Paulo segue na liderança do ranking nacional, mesmo registrando perdas de uma safra para outra, com VBP de R$ 73,23 bilhões ante R$ 77,82 bilhões. Conforme dados divulgadas nessa semana pelo Ministério da Agricultura, esses valores deverão se confirmar como números consolidados da safra 2016/17, já que o ciclo está praticamente encerrado no país. “Como o ano civil está quase encerrado, devemos ter pequenas alterações até o fim do ano”, prevê José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O VBP da agropecuária (lavoura e pecuária) estadual encolheu praticamente 3% em relação à receita consolidada no ano passado em R$ 71,05 bilhões. Considerando apenas as lavouras, que respondem por 80% do total do VBP, também há retração no faturamento. Em 2017, a receita da atividade somou R$ 55,08 bilhões contra R$ 55,98 bilhões no ano anterior. Nesse mesmo período de comparação, o volume da produção de grãos e fibras no Estado cresceu 42,7%, ao passar de 43,42 milhões/t na safra passada para 61,98 milhões/t. A oferta foi favorecida também pelo aumento da produtividade, que nesse mesmo período, aumentou 32,2%.
A pecuária, outra atividade econômica que compõe o VBP de Mato Grosso, também fecha o ano com queda, porém mais significativa que a das lavouras, 8%. Conforme o Mapa, 2017 fecha com receita de R$ 13,85 bilhões ante R$ 15,06 bilhões do ano passado.
Autor: AMZ Noticias com Diario de Cuiaba