Terca-Feira, 20 de Janeiro de 2026

ARTIGO - A mensagem da beleza dos lírios do campo pelo Pastor Teobaldo Witter




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Somos parte de um todo. A boniteza dos lírios do campo fazem parte da beleza humana. A degradação humana impõe o sofrimento e as dores aos lírios do campo.

Jesus já o ensinou aos povos de sua época. Lucas 12 conta a parábola de Jesus sobre um homem avarento e insensato. Este homem confiava somente em si mesmo, na sua inteligência, em suas estratégias e em sua técnica. Trabalhou muitos anos, destruiu florestas, faz grandes lavouras, envenenou terras e águas, acumulou em grandes armazéns. Depois de tudo pronto e acumulado, pensou: “agora estou salvo e seguro”. E Jesus concluiu, dizendo: “louco, hoje à noite você será levado. E o que tem feito para nada serve”.

E Jesus deixou os seus ouvintes preocupados e ansiosos. Perguntaram: o que você quer, então, Jesus? E Jesus contou mais uma parábola, solicitando que prestassem atenção na vida ao seu redor. Disse: vejam as aves e os lírios do campo. Eles não junto em celeiros, não destroem a vida ao redor, nem estão ansiosos. Mas vejam: não existe nada mais lindo do que o cantar dos pássaros e a beleza dos lírios do campo. Então, disse Jesus, “não fiquem ansiosos. Se Deus cuida da vida ao redor de vocês tão bem, então, ele cuida também da vida de vocês”.

E Jesus ensina o seu pequeno rebanho. Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas (Lc 12.31). Na parábola do agricultor avarento, Jesus ensina que os bens ocuparam o coração dele. Consequentemente, ele preparou a sua vida para viver eternamente na confiança de que seus bens o poderiam salvar. Errou o alvo de sua vida. O final dele foi uma catástrofe.

Pensando nestas discussões de Jesus, olhei para o mundo de hoje. As marcas das sociedades de nosso tempo estão a indicar caminhos somente do aspecto econômico governado pela competição, sem ética e sem dimensão espiritual na reflexão sobre o sentido e estilo de vida, de produção e de consumo Assim, o individualismo e a insensatez nos fazem insensíveis à dor da fome, da vida sem sentido, da falta de saúde, cada povo buscando o seu bem particular, pisando no bem comum global. Segundo Leonardo Boff, “E, assim, hilariantes e alienados, rumamos ao encontro de um abismo, cavado por nossa falta de razão sensível, de sabedoria e de sentido transcendente da existência”, afirma.

É tempo de reconstruir vida. Jesus ajuda as pessoas a reconstruírem as vidas. Ele disse que não é para se deixar vencer pela idéia do agricultor avarento, do insensato, do louco. Depois, ensina que não é para viver com ansiedade. É para olhar a boniteza dos lírios dos campos e das aves. Eles e elas nos ensinam a viver com desprendimento. Mas não é para viver desleixado, desocupado. É para buscar o Reino de Deus e a sua justiça. A vida humana e digna vem por este caminho, não pela ansiedade e avareza. Depois, Jesus fala do pequeno rebanho que ganha gratuitamente o Reino de Deus. Este pequeno rebanho tem seu coração grudado ao Reino Eterno.

Como assim? Penso em algumas ideias. Alguns jeitos humanos são importantes. Por exemplo, trabalhar normalmente, em trabalhos honestos. Dedicar diariamente ao diálogo com a Palavra do Senhor.Valorizar e respeitar as pessoas que conosco convivem. Deus as colocou junto de nós, aos nossos cuidados. Nós cuidamos delas, e elas cuidam de nós. Devemos incluir as pessoas em nossos sonhos e permitir que, também, sonhem juntos conosco. Observar os ciclos da vida e perceber neles os cuidados de Deus. Defender e promover a justiça e solidariedade nos âmbitos da vida humana em seu entorno, como um conjunto pleno. Buscar nosso projeto de vida com fundamento no tesouro eterno. A gente não pode ter muitas ilusões, nem ser ingênuo. Por isso, é necessário refletir, pensar nosso projeto e se apaixonar por ele, assumi-lo com cuidado e atenção. E nele ser perseverante.

Jesus fala para este pequeno rebanho sobre desafio de constituir a sua vida com desprendimento dos bens materiais e de viver sem a ansiedade consumista ( Lc 12. 30-31), ao contrário do agricultor avarento que tudo quer destruir (Lc 12.20-21).

Jesus é mesmo amigo e querido. Muitas pessoas admiram grandes plantações de cana, de soja, de algodão, milhares de cabeças de gado e o fogareu que toma conta das florestas e acaba com a vida. Jesus disse que isso é loucura. É louco todo homem e toda mulher que se deixa dominar por estas coisas.

Jesus, pelo contrário, busca na vida e na boniteza dos lírios dos campos e nas aves dos céus a inspiração e espiritualidade para o cuidado de Deus e para o cuidado humano e a vida plena.

 

Teobaldo Witter, professor, pastor e ouvidor de polícia


Autor: Teobaldo Witter


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