Quase 20 toneladas de medicamento foram descartadas pelo sistema público de saúde em Mato Grosso por não serem entregues à população e acabarem passando da data de validade. Neste montante jogado fora estão, além de remédios, fraldas e alimentos, como leites especiais. A reportagem sobre o caso foi exibida neste sábado (28) pelo Jornal Hoje, telejornal da Rede Globo.
O defensor público Carlos Brandão pontua que uma das causas desse desperdício é a demora que existe para se entregar um medicamento a uma pessoa que pleiteou a demanda na Justiça.
“O Estado demora a dar cumprimento a essas decisões judiciais. Às vezes demora tanto que o paciente pode vir a óbito sem receber esses remédios”, explica. Nos últimos cinco anos, cerca de 20 mil pessoas recorreram à Justiça para garantir acesso a esses produtos.
Por causa disso, um galpão de estocagem administrado por empresas terceirizadas tem medicamento comprado, em 2012, que teve que ser descartado porque passou da validade de uso.
Vivian Arruda, assistente técnica da secretaria estadual de Saúde (SES), afirma que o Estado deve reassumir a gestão desse estoque, que utilizará um sistema da própria pasta. A ideia, segundo ela, é não perder mais a rastreabilidade dos dados, ou seja, ter mais controle de entradas, saídas e datas de validade.
Na reportagem, usuários também reclamam que não conseguem acesso ao medicamento quando tentam retirá-lo nos postos. “Há três meses não vem esse remédio. Eles falam que está em falta e que não tem previsão de quando vai chegar”, diz a dona de casa Joselma da Silva, que tem um filho que faz uso diário de uma injeção. (Com informações do Jornal Hoje)
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Autor: AMZ Noticias com RDNews