O juiz Ricardo Frazon Menegucci designou para o dia 27 deste mês a audiência de instrução e julgamento de 4 denunciados pela chacina ocorrida na Gleba Taquaruçu do Norte, zona rural de Colniza (1.065 km a noroeste). Eles são acusados de comandarem a chacina que executou com requintes de crueldade 9 trabalhadores rurais em abril deste ano.
São acusados Valdelir João de Souza (conhecido como “Polaco Marceneiro” e apontado como o mandante), Pedro Ramos Nogueira (vulgo “Doca”), Paulo Neves Nogueira e Moisés Ferreira de Souza (conhecido como “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”). Já Ronaldo Dalmoneck (o “Sula”) também é acusado, porém teve seu processo desmembrado pela justiça.
Durante a audiência, serão ouvidas as testemunhas, os peritos prestarão esclarecimentos que se fizerem necessário e ao final os réus serão interrogados.
Conforme a denúncia do Ministério Público, os cinco integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios.
No dia da chacina, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, foram até a Linha 15, munidos de armas de fogo e arma branca. O grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km da extensão da Linha 15, onde foram matando todos os que encontraram pelo caminho.
As vítimas foram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento.
Laudo apontou que as vítimas foram amarradas e executadas com armas calibre 12 e golpes de facão, algumas delas inclusive amarradas. Foram quase dois dias para que os corpos fossem retirados da área de mata e chegassem até a sede do município, distante cerca de 250 quilômetros. A motivação dos crimes seria a extração de recursos naturais da área.
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Autor: Karine Miranda com Gazeta Digital