Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Crise e falta de diálogo com o Governo dificultou gestão dos municípios




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O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) Neurilan Fraga (PSD) fez uma avaliação de 2017 na instituição. A crise econômica e a falta de diálogo por parte do governo do Estado foi segundo ele, as principais dificuldades dos prefeitos durante o ano. O gestor ressaltou que houve um aumento na demanda dos serviços públicos na qual mais de 40 milhões de brasileiros deixou de usar planos de saúde e procuraram o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os munícipios investiram este ano, cerca de 25% da sua receita na saúde e a constituição prevê apenas 15%. “Foi um ano muito difícil. A crise influenciou e trouxe um resultado muito ruim aos munícipios. Os atrasos nos repasses do Estado obrigaram os municípios a investirem recursos próprios em áreas essenciais”, pontuou o presidente.

De acordo com ele, o Estado deve cerca de R$ 131 milhões para a saúde dos munícipios. Deste total, R$ 100 milhões são referentes a 2017 e R$ 31 milhões de 2016. Além disso, o Executivo não repassou R$ 20 milhões do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). “A saúde tem que ser prioridade. Já são nove meses sem repassar os recursos”.

Avaliação de Governo – Questionado sobre como ele avalia o terceiro ano da gestão do governador Pedro Taques (PSDB), o presidente tentou amenizar as críticas e deu uma nota 6 para a administração tucana. Pata ele, houve ineficiência de gestão por parte do Executivo estadual. 

“Muitos prefeitos entraram este ano e pegaram muitos problemas, principalmente financeiros. Fizeram um arrocho, e o governo tinha que ter feito o mesmo. O governador comemora a PEC do Teto que vai congelar os gastos, mas isso era para ter sido feito desde o inicio da sua gestão. Hoje não estaria com tantos problemas”, ressaltou Neurillan Fraga.

 


Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital


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