O promotor de Justiça de Guarantã do Norte (709 km de Cuiabá), Fábio Camilo da Silva, foi afastado do cargo após protagonizar uma série de confusões em julho deste ano.
Ele é acusado de ter desacatado e agredido policiais militares, atropelado e ameaçado de morte um deficiente físico, dado tapas em um adolescente de 17 anos e até incentivado o aborto de uma jovem.
Os casos vieram a tona após uma pessoa divulgar um vídeo em que o promotor xingava dois policiais após ser abordado por estar dirigindo embriagado. Ele chegou a tirar e jogar no chão o quepe de um soldado.
O promotor ainda é acusado de danificar instalações de uma emissora de televisão, brigar com hóspedes de um hotel e agredir funcionários do Hospital Regional de Sinop (500 km de Cuiabá), para onde foi levado.
O Conselho Superior do Ministério Público de Mato Grosso decidiu, cinco dias depois do ocorrido, pelo afastamento do promotor.
Desacato à Polícia Militar - Fábio Camilo atuava como promotor desde abril. No dia 2 de julho foi acusado por dois soldados militares de desacato e abuso de autoridade. Segundo contam os policiais, o condutor teria perguntado aos agentes se “sabia com quem estava falando”.
“Que este militar deveria colar os cascos para falar com ele, sendo que ele era um coronel. Ainda perguntou se este militar não tinha conhecimento do Código Penal Militar. Neste momento, notou-se que o condutor encontrava-se em visível estado de embriaguez alcoólica, pois exalava forte odor de álcool ao falar”, diz trecho do boletim elaborado pelo policial.
Neste momento, segundo o PM, o promotor foi informado sobre o motivo da abordagem. Entretanto, Fábio Camilo teria passado a fazer questionamentos ao soldado, entre eles o motivo da viatura estar sem a placa dianteira. Neste momento, de acordo com o PM, o promotor “deu voz de prisão” e pediu que o outro policial prendesse o colega.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, por diversas vezes o promotor teria tentando retirar o celular do militar. Em determinado momento, Fábio Camilo aparece dando uma "gravata" no PM. Segundo o B.O., ambos caíram ao chão.
Por ter foro especial por prerrogativa de função, o promotor só pode ser preso em flagrante de crimes inafiançáveis. Desta forma, ele não chegou a ser preso. Durante o episódio, um dos policiais filmou o ocorrido para usar como prova contra o promotor.
No vídeo, é possível ver o promotor tirando a camiseta, desafiando o PM e o mandando “colar os cascos”. Em seguida, ele pega o gorro do policial e o joga no chão. “Pode algemar, pode algemar. Aproveita que estou de costas e atira”, disse o promotor. Em outro trecho, ele diz que “promotor equivale a coronel”.
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Autor: AMZ Noticias com Midia News