A advogada Maíra Moura Soares Neves, de 41 anos, acusa o ex-marido e delegado de Sapezal (a 485 km de Cuiabá), Waner dos Santos Neves, de tê-la agredido durante o casamento. “Saí de casa para não ser morta. Além da agressão física, tinha a agressão moral. Ele não é um perigo só para mim, é para a sociedade também”, afirma em entrevista ao .
O boletim de ocorrência foi registrado em 27 de novembro, aproximadamente dois meses após ela sair de casa. A última agressão, e a mais grave segundo Maíra, ocorreu em 5 de maio. “As agressões ocorreram da seguinte forma: foram socos, tapas, muitos chutes, tanto que chegou a fraturar uma costela do lado esquerdo, bem abaixo do seio”.
O relacionamento teve início em 2015, quando Maíra e Waner começaram a namorar. A primeira agressão foi dentro dos primeiros quatro meses e teria sido motivada por ciúmes. “Ele me agrediu por ciúmes porque recebi uma mensagem no celular e efetuou um disparo na janela do quarto. Só que achei que era porque ele tinha bebido a noite inteira e o dia todo. A gente, mulher, é meio tonta e deixei passar. Foi a primeira vez”, detalha.
Depois disso, algum tempo se passou sem que nada mais acontecesse. Maíra lembra que, pelo contrário, Waner fazia jantares e era romântico. Ela morava em Barra do Bugres e aos finais de semana viajava para Campo Novo do Parecis, onde ele residia. “Assim a gente namorava, ele era delegado lá”.
Meses se passaram e Waner foi exonerado do cargo de delegado. “Porque no exame de 2012, na prova de delegado, ele reprovou no psicotécnico. Provavelmente deve ter algum problema mental. Mais tarde conseguiu na primeira instância o direito de participar das outras etapas com um mandado de segurança e tomou posse em Sapezal”.
Por conta da exoneração, Maíra conta que levou Waner para morar com ela e alugou uma casa maior. “Ele ficava o dia todo no vídeo game, minha energia vinha R$ 500. Quando mudamos para a casa maior melhorou um pouco. Eu entrava em contato com a família dele e ninguém nunca veio visitar ou levar ele no psicólogo. Acho que estava depressivo pela exoneração e descontava em mim. Até os vizinhos ouviam as agressões”, diz, ressaltando que apanhava a cada dois meses.
A advogada afirma que, quando o ex-marido bebia, a agredia. Nessa época, segundo ela, Waner bebia e fumava muito. "Eram três carteiras por dia, e eu que sustentava o vício dele”.
Maíra pontua que vive escondida, mas diz que o delegado nunca a procurou ou a ameaçou desde a separação. Relata que há duas ações, uma na esfera cível e outra na criminal, ambas em trâmite na primeira instância da Justiça, além de uma sindicância na Corregedoria da Polícia Civil.
Outro lado - Waner nega ter agredido Maíra em qualquer momento da relação. “Eu realmente não posso falar sobre o caso porque está em segredo de Justiça. Oficialmente só recebi a intimação da medida protetiva e não sei sobre o que ela está acusando. Sei que nunca a agredi, nunca houve agressão. As datas são inverídicas”, assegura.
O delegado acredita que Maíra está com raiva, pois não conseguiu o que pediu no momento da separação. “Ela queria algumas coisas e não concordei, casamos com separação total de bens. Ela pediu pensão, mas não tenho filho com ela, pediu dinheiro e infelizmente não tenho”, argumenta. Waner não tem ciência das ações na Justiça, apenas da investigação pela Corregedoria da PJC.
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Autor: AMZ Noticias com RDNews