O senador licenciado e ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PR), afirmou que a corrida eleitoral de 2018 está totalmente aberta e que as pesquisas irão definir os principais nomes que deverão concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, no Congresso Nacional ou no Palácio Paiaguás.
Segundo o senador, o impacto de delações, acusações, além de problemas de administração, poderão pesar na escolha dos candidatos e que tudo será levado em consideração nas conversas. “Tem que ser levado em conta as pesquisas para tomar as decisões daqui para frente. Elas são instrumentos para tomada de decisão e quero crer com certeza que os partidos irão fazer isso para decidir qualquer coisa em relação ao pleito de 2018”, disse.
Maggi afirmou que por enquanto, apenas a pesquisa divulgada pelo Ibope em dezembro é usada como base, mas que devem os partidos trabalharão com novos dados neste primeiro semestre. “Nós não temos nenhuma pesquisa realizada nestes últimos tempos, a não ser aquela que foi divulgada pelo Diário de Cuiabá, que o DEM encomendou junto com o jornal. Os números que nós temos são aqueles que estão lá colocados”.
Segundo Maggi, o levantamento não traz nenhuma definição sobre o pleito eleitoral, já que pelo menos três nomes são apontados com chances para vencer a corrida ao Governo. “Aquela pesquisa não dá definição nenhuma para ninguém, e nem está dito ali que o Taques não tem nenhuma chance política. Por ela, ele tem, assim como diz que o Mauro Mendes tem chances, o Jayme Campos tem chance. São várias pessoas que tem oportunidade, se olhar aquela pesquisa, com condições de disputar as eleições e saírem vitoriosos”.
Maggi afirmou que a partir de agora, as pesquisas contratadas servirão para montar o perfil do eleitor para esta eleição e deverão avaliar também o impacto da imagem dos prováveis candidatos. “As pesquisas que devemos fazer agora para frente são mais qualitativas, para tentar entender o sentimento da população mato-grossense e todos os problemas que passamos por este período na política, como delações, confusões, acusações, problemas de administração no Estado. Tudo isso precisa ser avaliado para ver qual é o tamanho e o peso que tudo isso tem na eleição estadual em 2018”.
Blairo afirmou que as pesquisas qualitativas serão fundamentais para os partidos na hora de montar as chapas, seja para os cargos majoritários, como senador e governador, e os proporcionais, para deputado federal e estadual. “É claro que quem olhar uma pesquisa qualitativa e lá estiver escrito que você não tem chance nenhuma, por vários motivos, não adianta insistir. Eu conheço pesquisa e sempre trabalhei com pesquisa, desde quando comecei a fazer política, em 2002, e as pesquisas qualitativas não erram, por que elas buscam o sentimento da população”, afirmou.
Autor: Leonardo Heitor com Folha Max