Terca-Feira, 02 de Junho de 2026

Família de mato-grossense morta com Ministro pede indenização a hotel paulista




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A família da mato-grossense Maira Lidiane Panas Helatczuk, de 23 anos, que morreu em um acidente aéreo em Paraty, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2017, ingressou com uma ação trabalhista contra o Hotel Emiliano, pedindo indenização por danos morais decorrente de acidente de trabalho.

A ação é movida pelo pai e pela irmã de Maira e foi protocolada no dia 13 de dezembro de 2017 no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Localizado na Rua Oscar Freire, no Bairro Jardins, o Hotel Emiliano é um dos mais luxuosos de São Paulo e sua diária pode passar dos R$ 10 mil.

Conforme o advogado Eduardo Barbosa, Maira viajava a serviço pelo hotel quando ocorreu o acidente. A mato-grossense, natural de Juína (735 Km a noroeste de Cuiabá), trabalhava como massoterapeuta.

Na aeronave, um bimotor King Air, estavam também o ministro Teori Zavascki, até então relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono do Emiliano, o piloto da aeronave, Osmar Rodrigues e a mãe de Maira, Maria Ilda Panas, de 55 anos. Todos morreram na tragédia.

Segundo Barbosa, uma audiência de conciliação já foi marcada para 6 de março na 73ª Vara do Trabalho de São Paulo.

"A Maira era funcionária do Hotel Emiliano, prestava serviço no spa, ficando à disposição dos hospedes e também do proprietário, Carlos Alberto [Filgueiras], que tinha um problema de hérnia. No dia do acidente, ela foi convidada pelo Carlos Alberto para ir até o hotel deles em Paraty, para ficar a disposição do spa de lá e a mãe foi junto porque havia viajado para São Paulo para comemorar o aniversário da Maira”, disse.

“É importante dizer isso porque muitos quiseram denegrir a imagem da Maira e tudo que falaram não condiz com a verdade. Ela é uma trabalhadora, estava trabalhando para o hotel. Tenho provas e testemunhas que provam a relação trabalhista dela com o hotel”, afirmou. O advogado contou que também vai entrar com uma ação na Justiça comum pedindo uma indenização pela morte da mãe da Maira, Maria Panas.

“Essa ação também será por danos morais, mas por conta pelo acidente aéreo na esfera cível”, disse. Barbosa não revelou os valores da ação de indenização. “São de foro íntimo da família”, pontuou.

O acidente - O avião prefixo PR-SOM envolvido no acidente era um modelo Hawker Beechcraft King Air C90 e pertencia ao grupo Emiliano Empreendimentos. Segundo a assessoria de comunicação da Infraero, a aeronave decolou às 13h01 do Campo de Marte, em São Paulo (SP), em 19 de janeiro de 2017, uma quinta-feira, com destino a Paraty, e caiu próximo à Ilha Rasa, a 2 km da cabeceira da pista do aeroporto da cidade do Rio de Janeiro.

Logo após as primeiras informações sobre a queda, a Agência da Capitania dos Portos em Paraty (AgParaty) enviou ao local do acidente uma equipe, a fim de prestar apoio na busca aos tripulantes da aeronave.

Todos os corpos foram retirados do local do acidente entre quinta-feira  e sexta-feira. Eles passaram por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis (RJ) e depois liberados para os procedimentos fúnebres. Na segunda-feira (22), a Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou um relatório no qual informou que não há registro de pane ou mau funcionamento no sistema do avião que caiu em Paraty.


Autor: AMZ Noticias com Midia News


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