Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

Mesmo com a gestão pífia, prefeito de Pontal do Araguaia consegue maioria na Câmara




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O prefeito Gerson Rosa (PSDB) deve sentir-se aliviado neste início de ano. Pelo menos é o que dizem os analistas políticos de plantão de Pontal do Araguaia. Ao cabo de um ano de gestão ele não conseguiu entregar sequer uma obra, mas acumulou gastos com diárias para fazer orçamentos de pneus em Goiânia e Brasília, duas placas de sinalização por quebra-molas, buracos, macegas, ausência de limpeza pública eficaz, falta de medicamentos e uma folha de pagamento inchada. Com tudo isso não se sabe como ele conseguiu reunir sua base aliada na Câmara de 7 dos 9 vereadores.

A atual base de sustentação é formada por Flávio Pereira Machado (Corujinha) (PSD), José Marques Figueiredo de Souza (Marquinho) (SD), Mara Virgílio (DEM), Cláudio Freitas (PDT), Edilson dos Anjos Carvalho (Escorpião) (PP), sua ex-mulher Maria Glória (PSDB) e o atual presidente da Câmara, Leandro Cardoso (PSB).

A triste história da Câmara de Pontal do Araguaia passa até a presente data por três momentos críticos. Vejamos que, ao iniciar 2017 ele contava com o apoio do ex-aliado da então prefeita Divina Oda, Flávio Corujinha, e dos demais Mara Virgílio, Edilson Escorpião, Maria Glória e Leandro Cardoso e a neutralidade do ex-presidente da Casa, Edmilson Aguiar.

Naquele momento Gerson tinha a maioria na Câmara, mas devido às críticas incessantes da bancada de oposição, liderada por Fabiana Corte (PSD), Cláudio Freitas (PDT) e Marquinho (SD), além dos vereadores insatisfeitos como foi o caso de Leandro Cardoso que chegou a cobrar mais agilidade do prefeito. Com isso, Gerson fez algumas modificações em secretarias e setores da prefeitura que resultou em um racha político inesperado, com o desembarque de muitos vereadores que deixaram sua base e migração para oposição.

Logo, aquele primeiro semestre de 2017 foi marcado por um vaivém de vereadores de um para outro lado, enquanto Gerson acenava em busca de apoio. A bagunça generalizada levou Claudio Freitas e Marquinhos ao bloco de Gerson, enquanto Leandro, Escorpião, Mara e o ex-presidente foram para a oposição. Naquele caso Gerson perdeu a maioria, mas tudo se resolveria com o acordo de final em 2017.

O presidente Edmilson Aguiar, renunciou ao mandato. Assumiu sua vaga o hoje presidente Leandro Cardoso que tem a esperança de ser candidato a prefeito apoiado pelo grupo de Gerson e com isso teve que mudar seu comportamento em relação a gestão que tanto criticava.

Em 2018, já num terceiro momento, a composição da Câmara está definida. Os vereadores que vão encarar a baixa popularidade do prefeito Gerson, são: Marquinho, Mara Virgílio, Cláudio Freitas, Corujinha, Edison Escorpião, Maria Glória e Leandro Cardoso. Continua na oposição apenas a vereadora Fabiana Corte e o ex-presidente Edmilson Aguiar que voltou para neutralidade.

A primeira prova de fogo da nova bancada do prefeito Gerson na Câmara será a de aprovar o projeto que deve acabar com as gratificações dos servidores públicos, que foi votado em 15 de janeiro, mas sumariamente rejeitado. O prefeito pediu uma reedição do projeto e deve ser votado na noite de hoje (5).


Autor: Ronan de Sá com Semana7


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