Sexta-Feira, 24 de Julho de 2026

Ex-policial e segurança de Arcanjo será julgado pela morte de irmãos agricultores




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O ex-policial militar de Mato Grosso, Célio Alves de Souza deve ser julgado na próxima segunda-feira, (19), em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, pelos assassinatos dos agricultores Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo. O julgamento está marcado para às 8h30 (9h30 no horário de Brasília), no Tribunal do Júri de Rondonópolis.

Brandão foi morto no dia 10 de agosto de 1999, no Centro de Rondonópolis, e José Carlos, em 28 de dezembro de 2000, no estacionamento de uma agência bancária, também no Centro de Rondonópolis.

Nos dois casos, Célio Alves é acusado de ajudar o ex-cabo da PM Hércules Agostinho, que também era pistoleiro do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro. As provas juntadas ao processo apontam que os irmãos foram assassinados por causa de uma disputa judicial de uma fazenda de 2.175 hectares, localizada na região conhecida como Mineirinho, a 70 km km de Rondonópolis.

O pistoleiro confesso, e já condenado, Hércules de Araújo Agostinho, apontou como mandantes dos crimes os proprietários da empresa “Sementes Mônica”, Sérgio João Marchett e sua filha Mônica Marchett, a qual inclusive, chegou a ficar presa por alguns dias.

Uma das provas que incriminam diretamente os mandantes foi a transferência de um veículo Gol, de propriedade da empresa “Mônica Armazéns Gerais Ltda" para um dos executores, o ex-soldado PM Célio Alves, dado como forma de pagamento pelas mortes, sendo que o pistoleiro Hércules ainda reconheceu o escritório da empresa como o local onde foram pegar a documentação do veículo.

Os crimes começaram a ser desvendados em setembro de 2003 pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), quando o cabo Hércules, preso pelo assassinato do empresário Sávio Brandão, confessou a participação no assassinato dos irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo.

O “Cabo Hércules! não só assumiu os assassinatos dos irmãos de Rondonópolis, como participou da reconstituição dos crimes, apontou como coexecutores o ex-soldado da PM/MT Célio Alves, o ex-sargento da PM/MT, José Jesus de Freitas (morto pelos acusados Hércules e Célio), o capitão da PM/MT, Marcos Divino, como também apontou a família Marchett como mandantes dos crimes.

Em 2003 foi realizada a reconstituição dos dois crimes ocorridos em Rondonópolis, o laudo da reconstituição foi concluído no sentido de que “Não houve divergência em pontos cruciais para elucidação do caso”, possuindo 136 fotos que ilustram a dinâmica adotada pelo ex-cabo Hércules Agostinho para executar os dois irmãos.

O laudo diz ainda que há compatibilidade entre as informações dadas pelo ex-cabo em seus depoimentos e a reconstituição dos crimes. Da mesma forma, os ferimentos encontrados em ambas as vítimas são compatíveis com a arma usada por Hércules, uma pistola de nove milímetros.

Na ocasião, Hércules reconheceu e apontou a Sementes Mônica, empresa da família Marchett, como o local em que ele e o ex-soldado Célio Alves receberam um veículo Gol como pagamento pela execução dos dois irmãos Araújo.O inquérito policial concluiu como supostos mandantes dos homicídios de Brandão e José Carlos, o empresário Sérgio Marchett e a filha Mônica Marchett.


Autor: AMZ Noticias com G1


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