O presidiário José Edmilson Bezerra Filho, 31, negou que a ação criminosa registrada dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, que vitimou 5 pessoas, incluindo um bebê de 6 meses, fosse para resgatá-lo. Por sua vez, o delegado Marcelo Jardim, responsável pelas investigações no âmbito da Polícia Civil, afirmou ao Gazeta Digital que trabalha com todas as hipóteses, o que inclui tanto as possibilidades de tentativa de resgate como de execução.
Com uma extensa ficha criminal e 4 condenações que totalizam 23 anos de prisão, o criminoso relatou, depois do tiroteiro na unidade de saúde, que teria matado um membro da facção criminosa Comando Vermelho (CV) por isso acredita que a ação seria para executá-lo. A informação é do presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT), João Batista Pereira de Souza.
“Ele (José) alegou desconhecer o resgate e disse que a ação pode ser em virtude de um homicídio cometido contra uma pessoa do Comando Vermelho, que teria mandado os suspeitos para executar ele”, disse João Batista ao confirmar que o preso seria integrante da fação rival – o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), na tarde desta terça, Edmilson reclamou de fortes dores nas costelas e, conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), não há plantão médico nas unidades prisionais nos feriados e fins de semana, os agentes penitenciários tiveram que levá-lo a UPA Morada do Ouro, posto de atendimento mais próximo dos presídios.
Batista afirma com naturalidade que a saída do preso foi monitorada, independente das hipóteses do ataque na UPA. “Celular dentro do sistema penitenciário é a coisa mais corriqueira que existe. Se, por ventura foi uma tentativa de resgate, havia uma comunicação entre o pessoal lá de dentro (do presídio) com os de fora e se foi uma tentativa de homicídio alguém o estava monitorando”, aponta.
José Edmilson responde por crimes de homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas, receptação e porte ilegal de arma cometidos em várias cidades, entre elas Rondonópolis, Jaciara, Cáceres, Várzea Grande e Cuiabá.
Uma investigação interna é realizada pela Sejudh para apurar o vazamento da informação de que o preso sairia da unidade prisional, os dados serão repassados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso. O delegado Marcelo Jardim é cauteloso e não revela detalhes das investigações.
No tiroteio na UPA Morada do Ouro ocorrido por volta das 17h30 desta terça-feira (13), feriado de Carnaval, pelo menos 3 criminosos entraram na unidade de saúde atirando e balearam 5 pessoas incluindo um bebê de 6 meses que encontra-se internado num leito de UTI do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá. O estado de saúde dele é considerado grave.
Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital