O governador Pedro Taques (PSDB) sugeriu não ver irregularidades na possibilidade de o escritório do ex-secretário chefe da Casa Civil Paulo Taques ter sido contratado pela empresa EIG Mercados (antiga FDL) um dia após o resultado da eleição vencida por ele, em 2014.
A empresa é alvo da Operação Bereré, do Gaeco, deflagrada no mês passado e que apura esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro no Detran-MT, na ordem de R$ 27,7 milhões.
Questionado sobre o assunto, durante um evento em Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (12), Taques disse não ver crime em advogar. Paulo Taques é primo do governador.
“O que essas pessoas falaram e o que eu li na imprensa foi que o escritório do ex-chefe da Casa Civil advogava para eles. Se advogar é crime... Se tiver fato errado, tem que ser investigado”, afirmou, referindo-se ao depoimento dos empresários Marcelo da Costa e Silva e Roque Anildo Reinheimer, sócios da empresa Santos Treinamento.
“Agora, chefe da Casa Civil não pode advogar. Mas isso não significa que escritório não possa advogar”, completou.
Não se alongando no assunto, o governador ressaltou que, enquanto senador, em 2012, encaminhou ao Ministério Público Estadual um ofício no qual repassava denúncia de supostos casos de corrupção no Detran-MT.
“Eu não vou carregar carga que não é minha. Todos sabem que o escândalo do Detran eu combati desde quando ainda era senador da República”, resumiu.
Autor: AMZ Noticias com Midia News