Segunda-Feira, 08 de Junho de 2026

Mulheres comandam somente 12% das prefeituras de Mato Grosso




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Celebrado desde o início dos anos 90 como um marco das conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, o dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, ainda está longe de significar, de fato, um avanço. Politicamente falando, por exemplo, o Brasil ocupa o 154º lugar, entre 193 países, do ranking de participação feminina no Parlamento, segundo a Inter-Parliamentary Union – uma associação dos legislativos nacionais de todo o mundo.

Em Mato Grosso, essa realidade é ainda mais alarmante. O Estado conta com apenas uma mulher na Assembleia Legislativa e não há nenhuma representante na Câmara, nem no Senado Federal. E apesar das ultimas medidas adotadas na legislação eleitoral brasileira, cujo objetivo era reverter esse quadro, nas eleições passadas somente 17 Prefeituras, das 141 cidades em Mato Grosso, elegeram mulheres como gestoras.

Desde 2009, uma nova redação da lei que rege as eleições (Lei nº 9.504/1997) estabeleceu que cada partido ou coligação deve preencher pelo menos 30% de suas vagas para as candidaturas de mulheres. Mas, na prática, o dispositivo vinha sendo descumprido, sob a alegação de que não haviam mulheres para ocupar as vagas. O resultado foi uma enxurrada de multas e processos contra as siglas que violaram a normativa.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas últimas eleições municipais de 2016, 18.244 candidatas não ganharam um voto sequer. Isso representa 12,5% de todas as mulheres inscritas para disputar a eleição. Os números são semelhantes aos praticados em Mato Grosso, em que somente 17 prefeitas foram eleitas, de um total de 141 municípios.

Entre os municípios que elegeram mulheres estão Castanheira, Mabel de Fatima Milanezi Almici (PT); Alto Paraguai, Diane Vieira Vasconcelos (PSDB); Chapada dos Guimarães, Thelma de Oliveira (PSDB); Denise, Eliane Lins; Carlinda, Carmelinda Leal (DEM); Conquista D’Oeste, Maria Lúcia do Porto (PP); Juara, Luciane Bezerra (PSB); Cocalinho, Dalva Maria de Lima (PSDB); Juruena, Sandra Josy Lopes (PROS); Nova Santa Helena, Terezinha Guedes (DEM); Planalto da Serra, Angelina Pereira (PSDB); São Félix do Araguaia, Janailza Tavera (PSD); Torixoréu, Ines Moraes Mesquita (PP); Nova Brasilândia, Mauriza de Oliveira (MDB); Sinop, Rosana Martinelli (PR); Várzea Grande, Lucimar Campos (DEM); e Nova Monte Verde, Beatriz de Fátima Sueck (MDB).

No vale do Araguaia são apenas 3 mulheres que comandam municípios, sendo Cocalinho, Dalva Maria de Lima (PSDB); São Félix do Araguaia, Janailza Tavera (PSD) e Torixoréu, Ines Moraes Mesquita (PP). A região tem hoje mais de 30 municípios.

Das gestoras mato-grossenses, vale destacar que a prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, foi eleita a melhor prefeita do Estado em 2017, entre homens e mulheres, pela União Brasileira de Divulgação (UBD), que elencou os “100 melhores gestores do Brasil”.


Autor: AMZ Noticias com Olhar Direto


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