Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um grupo de alunos sendo ameaçado por homens que se dizem membros do Comando Vermelho, em Cuiabá.
O caso aconteceu na escola estadual Palmiro de Amorim Silva fica localizada no CPA 3 setor 1. Nas imagens, os alunos estão todos de joelhos, na quadra poliesportiva na unidade escolar, enquanto dois homens fazem ameaças por estarem fumando dentro do local.
Os supostos integrantes da facção, que não aparecem no vídeo, ainda alertam que é melhor eles repreendê-los do que a Polícia Militar.
“Cês tão atrasando nosso corre, os cara tão ligando lá no CPA pra dar parte de vocês. É melhor ‘nós vir’ do que os homens vir e prender vocês tudinho de suas casas [sic]”, diz um deles.
Em seguida a segunda pessoa ainda afirma que a diretora e o guarda da escola estão os apoiando e que a Polícia não irá ajudá-los.
“’Nós’ tá dando um alerta pra vocês. E é a diretora que tá com nós, entendeu o guardinha? Nós estamos avisando que não pode. Na segunda que nós pegar vocês, vamos quebrar tudo no pau. E se tiver irmão envolvido [membro do CV] no meio, nós vai arrumar uma disciplina grande também. Hoje em dia Polícia não resolve mais nada, quem resolve é o Comando, vocês estão ouvindo, né?”, afirmou. A dupla ainda ameaça os garotos, caso eles denunciem a repreensão para alguém.
“Nós é do Comando Vermelho MT, e se vocês fumar, ou ‘caguetar’ ou contar para família, cês tão no pau. O meu sangue até ferve de ter que largar as coisas lá em casa pra ter que vir aqui resolver ‘esse trem’ que já foi ‘passado a visão’ pra não estar fumando. Vocês já sabem: se pegar ‘cês’ na rua fumando o bagulho vamo quebrar vocês no pau. Vou passar no carro e vou dar tiro só de pistola”, eles falam.
Por fim, os homens ainda falam que, a partir de agora, eles irão até a escola todos os dias, de manhã, tarde e noite. “Nós vai vir todo dia cedo tarde e noite, entendeu? Pode espalhar essa voz. Aqui estuda criança especial, filho de preso”.
GCCO foi até escola - Após tomar conhecimento do vídeo, o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) foi até a escola e fez uma varredura para tentar identificar os envolvidos. No entanto, ninguém quis falar nada. Um inquérito deve ser instaurado pela Polícia Civil para investigar o caso.
Autor: AMZ Noticias com Midia News