Após desaparecimento forjado por uma adolescente estudante do Colégio Isaac Newton (CIN), em Cuiabá, o caso repercutiu nas redes sociais comprometendo o motorista do aplicativo de transporte Uber que a transportou da escola até um prédio na Avenida Fernando Corrêa da Costa.
Uber afirma que levou a moça a um prédio na Fernando Corrêa e quem chamou a corrida foi um rapaz de nome Lucas. Polícia investiga o caso
Adolescente L.G.M., de 15 anos, saiu da escola particular, no final da tarde desta quarta-feira (14), e não avisou os pais aonde ia. Sendo assim, a família recorreu à imprensa dando a menina como desaparecida.
Durante cerca de 5 horas, como L. não era encontrada, levantou-se a suspeita de que o motorista do aplicativo a teria estuprado, batido na cabeça dela, a sequestrado e a teria abandonado em terreno baldio.
Outro boato encaminhado por áudio pelas redes sociais foi a de que ele teria dado "bala" à moça, que é jovem e bonita.
A defesa do motorista da Uber, um homem de 40 anos, informa que quem pediu o carro por L. foi um rapaz, cujo primeiro nome é Lucas, e que, como motorista, a levou até o 1º prédio ao lado de uma loja de motos, na Fernando Corrêa, finalizando a corrida normalmente.
Prints de conversa da adolescente no WhatsApp, também divulgados pela internet, confirmaram que a moça, junto com uma amiga, forjaram o desaparecimento, para "ficar" com o rapaz de nome Lucas.
Familiares de L. que incialmente estavam disponíveis via celular para falar sobre o suposto desaparecimento dela, após o desvendar da farsa, não atenderam mais o telefone.
O advogado criminalista Lucas Arrais, que representa o motorista, afirma que o cliente dele é trabalhador, tem uma serralheria e para completar o orçamento faz corrida na Capital.
Lamenta as informações distorcidas divulgadas sobre o caso e reforça que não houve sequestro, nem estupro e nem negligência do motorista e que ele a deixou em segurança em frente ao prédio onde prentedia ir. Arrais informou que tomará as providencias necessárias.
O colégio CIN alerta os pais quanto ao excesso de uso de celular, que pode levar a situações criminosas reais. Sobre o que aconteceu de fato com a estudante L., a escola não pronunciou porque o caso aconteceu fora dos limites dela.
Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital