O presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager), Eduardo Moura, puxa a fila dos filiados ao PSD que estão entregando os cargos ao governador Pedro Taques (PSDB) após o partido se declarar independente perante o Executivo. A carta de demissão, em tom bastante cordial, foi entregue ao tucano na tarde de ontem (2).
A expectativa é que outros dois integrantes do primeiro escalão entreguem os cargos nas próximas horas. São eles, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos Sávio e o presidente da Empresa Mato-Grossense de Extensão Rural (Empaer), Layr Motta.
Na carta, Eduardo Moura chama Taques de amigo. Além disso, agradece a indicação para o cargo e dá sinais que pode estar em outro palanque na campanha eleitoral.
"Assim o faço por lealdade a você e por determinação do PSD, partido ao qual estou filiado. Neste momento, após "comer a canjica", devem permanecer a seu lado aqueles que, independente de posições partidárias, estarão com você na campanha", diz trecho da carta.
Na manhã de ontem (02), o vice-governador Carlos Fávaro comunicou oficialmente a Taques sobre a decisão de manter independência e entregar os cargos indicados pelo PSD excluindo as indicações dos deputados estaduais. Na justificativa, o social-democrata ressalta sua pré-candidatura ao Senado.
“Para melhor viabilizar a candidatura ao Senado, como das candidaturas proporcionais - estadual e federal - o PSD adotará, a partir de agora, uma postura de independência ao governo estadual, para que possa conversar com todos os partidos e definir o melhor para Mato Grosso", diz o ofício de Fávaro.
Apesar da decisão do PSD, tomada no último dia 22, Eduardo Moura e Layr Motta, já estavam decididos a deixar o governo até 7 de abril, prazo final para desincompatibilização dos pretensos candidatos nas eleições de outubro. Pretendem disputar Câmara Federal e Assembleia, respectivamente.
Autor: Jacques Gosch com RD News