Eleito prometendo austeridade e enxugamento da máquina pública, o governador eleito de Mato Grosso Mauro Mendes (DEM) anunciou ontem o corte de nove das 24 secretarias de Estado, a partir de sua posse, em janeiro de 2019, quando a novo estrutura administrativa passara a contar com 15 pastas.
Também foi anunciado, que o novo governo irá dispensar 3 mil pessoas, entre ocupantes de cargos comissionados, contratados e de função gratificada. A reforma administrativa foi decidida entre Mendes e a comissão de transição, que passou as últimas semanas estudando e elaborando balanços e relatórios para diagnosticar a real situação de Mato Grosso.
Por meio de assessoria, Mauro Mendes afirmou que a crise financeira na qual o Estado está mergulhado exige redução rígida das despesas, já que a arrecadação mês a mês tem sido insuficiente, gerando deficits consecutivos."Junto com a equipe de transmissão, passamos a identificar onde poderemos reduzir gastos, promover cortes, cortar cargos, fundir secretarias. Tudo visando trazer economia aos cofres públicos para sobrar dinheiro e investir naquilo que é mais urgente ao cidadão. É o primeiro passo para a nossa meta de reequilibrar as finanças do Estado", declarou.
Mauro Mendes garantiu que esses cortes não trarão qualquer prejuízo à população. "Essa redução de despesas visa justamente melhorar a qualidade dos serviços prestados. Os valores economizados no custeio da máquina serão revertidos para que possamos equilibrar o caixa e honrar os compromissos do Estado com os servidores, os fornecedores e com o cidadão mato-grossense", explicou.
ESTRUTURA - Entre as estruturas que deixarão de existir estão a secretaria de Cidades e a Casa Militar. O Gabinete de Assuntos Estratégicos será incorporado à Casa Civil, assim como o gabinete de Comunicação, gabinete de Governo, Articulação e Desenvolvimento Regional, de forma semelhante à estrutura criada por Mauro, em 2012, quando assumiu a prefeitura de Cuiabá.
A secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários será incorporada à de Desenvolvimento Econômico (Sedec). A Secretaria de Estado de Planejamento será incorporada à secretaria de Gestão (Seplag). Já o gabinete de Transparência e Combate à Corrupção voltará à competência da Controladoria Geral do Estado (CGE).
Da atual estrutura do Governo, Mauro Mendes vai fundir as secretarias de Planejamento e Gestão e separar a secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Direitos Humanos passa a ser vinculado a Trabalho e Assistência Social, que passa a ser chamada secretaria de Cidadania, Assistência Social e Direitos Humanos (Setasdh).
A nova estrutura também desvincula a secretaria de Educação das pastas de Esporte e Lazer, que será unificada com a de Cultura e Turismo – que estava, antes, vinculada à Sedec. Desta forma, será criada a secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer (Sectel). Com a extinção da secretaria de Cidades (Secid), as funções da Secid passarão a ser cumpridas pela secretaria de Infraestrutura, Logística e Obras Públicas (Sinfra).
Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá