O governador Mauro Mendes (DEM) irá escalonar o pagamento dos servidores públicos referente ao mês de dezembro, que possui total líquido de R$ 552.530.556,82. O pagamento será feito em três parcelas.
Na próxima quinta-feira (10), o Executivo efetuará o pagamento dos aposentados e pensionistas, bem como dos servidores que possuem rendimentos até R$ 4 mil.
No total, o Estado possuiu 33.473 servidores inativos, totalizando R$ 177.108.626,90 milhões de folha. Já os ativos com remuneração até R$ 4 mil somam 43.000 servidores, que representam R$ 168.586.734,02 da folha de dezembro.
Já o dia 24 serão remunerados aqueles que recebem até R$ 6 mil líquido. Trata-se de 16.531 servidores em atividade que juntos somam 16.531 servidores em atividade. A folha será fechada no dia 30 com o pagamento dos demais servidores, no valor total de R$ 133.684.989,22.
Conforme o Governo do Estado o escalonamento se faz necessário devido a situação financeira de Mato Grosso, que \"encerrou o ano de 2018 com dívidas acumuladas de folha de pessoal, custeio e investimentos no valor aproximado de R$ 2 bilhões, sem o respectivo lastro financeiro, agravado pelo não repasse do FEX por parte do Governo Federal.
Além disso, Mendes afirma que a não renovação do Fethab 2 também acarretará redução de receita no mês de janeiro de 2019. Diante disso, o décimo terceiro salário remanescente de 2018, no valor de R$ 127.206.023,59, também será pago de forma parcelada. No total, serão quatro parcelas, sendo a primeira em 31 deste mês, e a última no dia 30 de abril.
“O Governo do Estado também ratifica o seu compromisso de restabelecer o equilíbrio fiscal, hoje profundamente desajustado, adotando medidas rígidas de controle do gasto público, incrementando a receita pública e combatendo fortemente a sonegação fiscal, de modo a resgatar a pontualidade no pagamento dos subsídios dos servidores públicos e também dos fornecedores", diz a nota.
REUNIÃO - O governador Mauro Mendes determinou que a Secretaria de Fazenda, sob o comando de Rogério Gallo, promova uma verdadeira varredura nas contas do Estado. Este relatório deverá embasar as medidas a serem adotadas neste início de gestão. O balanço sobre a situação das contas do Estado será apresentado por Mendes na próxima terça-feira (08), durante coletiva de imprensa.
A intenção do democrata é se inteirar sobre os recursos existentes em caixa e, principalmente, do déficit deixado pelo ex-governador Pedro Taques. Desta forma, solicitou que a pasta realize um levantamento de todas as contas do Governo, a fim de verificar os valores existentes em cada uma delas, e ainda pediu para que fosse detalhado todo o déficit deixado pelo seu antecessor.
No entendimento do atual chefe do Executivo Estadual, tomar ciência dos débitos de Mato Grosso é muito mais importante do que saber o saldo existente em caixa. Mendes quer um levantamento detalhado de todas as dívidas existentes, desde folha de pagamento, até pendências com fornecedores, prestadores de serviços e duodécimo dos demais Poderes.
Vale lembrar que, na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, que deve ser votado pela Assembleia Legislativa na próxima semana, consta um déficit de aproximadamente R$ 1,7 bilhão.
Além disso, Taques não quitou o décimo terceiro do funcionalismo público. Ainda restam pendentes o pagamento dos servidores comissionados e dos aniversariantes de novembro de dezembro do ano passado. Por conta disso, não está descartada a possibilidade de a folha salarial de dezembro ser paga se forma escalonada, assim como acontecia na gestão anterior.
REUNIÃO - Na tarde desta quinta-feira (03), o governador Mauro Mendes reuniu, por quase quatro horas, todos os membros de seu secretariado e o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) para uma análise dos dois primeiros dias de gestão.
O democrata havia dado dois dias para que seus secretários fizessem uma nova análise de cada Pasta, em cima dos dados já obtidos durante a transição de Governo. Os membros do staff apresentaram cada um o resumo do que encontraram e fizeram sugestões a Mendes. O principal problema tratado no encontro foi a situação do caixa do Estado.
Ao final, Mendes apresentou uma série de diretrizes para a próxima semana de Governo. "É a reorganização. Estamos em um Estado de insolvência fiscal. Muita dificuldade de arrecadação, dificuldades de cumprir prazos", disse o secretário de Cultura Allan Kardec (PDT), logo após deixar o encontro.
"Vamos passar janeiro nesse processo de imersão, de ficar para dentro, chegando cedo e saindo tarde, para que as decisões do governador sejam melhores subsidiadas", completou.
SEM ENTREVISTAS - Mendes começou a reunião pontualmente, às 17h, no horário em que havia marcado. Ao chegarem na reunião, os secretários evitaram conversar com repórteres que estavam no local. Na saída, nenhum - à exceção de Kardec - também quis falar com a imprensa.
Autor: Kamila Arruda com Mídia News