Quarta-Feira, 03 de Junho de 2026

Malheiros avisa governador Silval que não vai assumir o cargo de vice-prefeito de Cuiabá




COMPARTILHE

O deputado João Antônio Cuiabano Malheiros, de 63 anos, comunicou aos colegas da bancada do PR, em encontro à tarde, e ao governador Silval Barbosa, durante reunião nesta quinta à noite, que renunciará ao cargo de vice-prefeito de Cuiabá. A posse dos eleitos acontece em 1º de janeiro. Ele será o segundo a tomar tal decisão na história do Executivo cuiabano. Em 1996, Roberto Nunes, eleito vice de Roberto França, preferiu continuar deputado estadual a assumir o cargo para o qual havia sido eleito. Um outro vice renunciou, mas depois da posse. Foi o médico Edgar Sardi Figueiredo, em 1963. Ele era vice de Vicente Vuolo.
Ele esteve reunido com o prefeito diplomado Mauro Mendes (PSB) por três vezes e acabou até levando bronca do socialista. Mauro se mostra decepcionado com o companheiro da chapa majoritária que até deixou o cargo de secretário de Cultura do Estado e brigou dentro do PR para ser candidato e agora, após uma acirrada disputa eleitoral, da qual a chapa saiu vitoriosa, opta por abrir mão do cargo.
Malheiros afirmou para Mauro que foi fundamental na eleição de dois turnos e que, por isso, deveria ter o controle de ao menos 2 secretarias, além do cargo de vice, que terá orçamento de R$ 1,5 milhão. Mauro reagiu de forma contundente. Disse que o posto de vice já estaria de "bom tamanho" para Malheiros, que ficou na bronca. O clima é de crise entre ambos.
A falta de apoio do prefeito eleito no sentido de contar com boa estrutura, aliado a menor salário, levou Malheiros a optar por continuar deputado, cujo mandato se estende até janeiro de 2015. Se vier a assumir como vice, ficaria no posto até dezembro de 2016. Mesmo após a posse de 1º de janeiro, Malheiros ainda tem 15 dias de prazo para, se assim entender, assumir a vice. Nesse caso, quem o empossaria seria a presidência da Câmara Municipal.
Na conversa com familiares e com os colegas parlamentares, Malheiros admitiu que vai continuar na Assembleia porque, além de ganhar mais, tem direito a apresentar emendas e a ampliar a base política em outros municípios. No fundo, está pensando no bolso. Como deputado, recebe subsídio de R$ 15,9 mil e ainda tem direito a reembolso de verba indenizatória de R$ 15 mil e controla despesas de gabinete e usufrui de outros benefícios, totalizando cerca de R$ 150 mil direto ou indiretamente.


Autor: RDNews


Comentários
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Noticia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias