Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Projeto Juntos pelo Araguaia prevê recuperação de 10 mil hectares de áreas degradadas do rio




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Apontado pelas autoridades públicas como o maior programa de revitalização de bacia hidrográfica, o projeto "Juntos pelo Araguaia" será lançado, neste dia (05), data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. A iniciativa prevê a recuperação de 10 mil hectares de áreas degradadas em 27 municípios da região, sendo 5 mil hectares (ha) em Mato Grosso e os outros 5 mil ha no vizinho estado de Goiás (GO).

No lançamento (05), está prevista a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que irá assinar um protocolo de intenções com os governadores de Mato Grosso, Mauro Mendes, e de Goiás, Ronaldo Caiado. Durante o evento, que ocorre na Praia Quarto Crescente, em Aragarças (GO), também será firmado um acordo de cooperação técnica entre a União e os estados envolvidos no programa de recuperação da região.

Em reunião realizada no último dia 30 de maio passado com representantes do poder municipal de Guiratinga, Tesouro, Alto Taquari, General Carneiro e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, enfatizou que não se trata de uma ação de comando e controle, mas um projeto para auxiliar os produtores, especialmente, pequenos e médios, na recuperação das áreas degradadas já declaradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

"Este é sem dúvidas um projeto ousado devido ao tamanho que iremos abranger e que só será possível por meio de esforço conjunto dos três níveis do poder executivo, o federal, estadual e municipal e, o engajamento dos produtores rurais. É primordial que todos atuem em prol de um objetivo único, que é a vida do Rio Araguaia", disse a secretária na oportunidade.

Entre os objetivos, projeto visa conter as voçorocas e manter o fluxo de água do rio para as gerações atuais e futuras. "O que eu pensei (em relação ao projeto) foi exatamente o que escutei: acabarmos com o assoreamento dos rios e recuperar nossas cabeceiras. Eu já havia escutado que até mais ou menos 2050 estaremos praticamente sem água", projetou o prefeito de Guiratinga, Humberto Domingues.

Conforme informações da assessoria de imprensa da Sema, ontem (04), na Câmara Municipal de Aragarças, o programa foi apresentado aos produtores da região durante o “I Seminário Técnico Juntos pelo Araguaia". No evento, pesquisadores das universidades federais de Goiás e Mato Grosso apresentaram dados sobre a atual situação do rio e, em um segundo momento, explicaram os objetivos do projeto e quais os resultados esperados para o Rio Araguaia.

"Juntos pelo Araguaia” prevê a recuperação de 10 mil hectares de áreas degradadas em 27 municípios da região, sendo 5 mil em cada um dos estados, Mato Grosso e Goiás. Na primeira etapa, o objetivo é recompor as florestas protetoras de áreas de preservação permanente e manejar pastagens e atividades agropecuárias com tecnologias de agricultura de baixo carbono, bem como implantar sistemas agroflorestais nas zonas de recarga de aquíferos, nas cabeceiras e nos afluentes que formam o Rio Araguaia.

Privilegiando as cabeceiras do rio que corta cinco Estados em um percurso de 2600 quilômetros, a área de abrangência da atuação em Mato Grosso engloba os municípios que compõem o Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Araguaia: Alto Taquari, Alto Araguaia, Alto Garças, Araguainha, Ponte Branca, Ribeirãozinho, Torixoréu, Guiratinga, Pontal do Araguaia, Tesouro, General Carneiro e Barra do Garças.

Ainda, segundo a Sema, a iniciativa é baseada na experiência comprovada do Instituto Espinhaço em Minas Gerais (MG). Assim, o projeto é apontado como o maior programa público de recuperação e revitalização de bacia hidrográfica no país. Em solo mineiro, o projeto "Semeando Florestas, colhendo águas na Serra do Espinhaço" atuou na reposição florestal com mudas nativas de 2.500 hectares em 61 municípios da região.

Por lá, além dos estudos para identificação das espécies mais indicadas, o projeto também se preocupou em selecionar árvores de maior valor agregado, garantindo novas alternativas de renda aos produtores. 


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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