Manifestantes protestaram pelo terceiro dia consecutivo em Tucuruí, sudeste do Pará, nesta quarta-feira (3), contra a redução salarial e pelo afastamento do prefeito Artur Brito (PV). As lojas do comércio da cidade abriram normalmente. Desde segunda (1º), os servidores saem às ruas contra a retirada de tíquete alimentação e gratificações de nível superior e por tempo de serviço.
A Associação Comercial e Industrial de Tucuruí apoia a categoria e alertou sobre os prejuízos que tais cortes podem trazer para a economia local. A associação informou que registrou queda de 30% na economia no últimos dois anos.
No segundo dia de protestos, os manifestantes bloquearam por mais de dez horas a rodovia BR-422, na entrada da cidade. O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado para cumprir ordem judicial de liberar a rodovia. A Polícia usou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. Após a dispersão, as vidraças da Prefeitura Municipal foram quebradas.
Em nota, a Prefeitura disse que agiu respeitando o uso progressivo da força e a utilização de armas de menor potencial ofensivo, e que segue acompanhando os protestos. O prefeito Artur Brito já foi afastado e reintegrado ao cargo três vezes, desde que assumiu após o assassinato do prefeito Jones William, em julho de 2017.
Brito alega ser vítima de grupos políticos e diz que a redução dos salários dos servidores foi um reflexo da economia. "Tucuruí vem sendo afetada com a queda de receita, logicamente, que isso vai criar insatisfação na população, e a gente não pode se omitir da responsabilidade de não deixar o municipio entrar em colapso financeiro", afirmou.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Tucuruí, Raimundo de Freitas, disse que a economia local já está fragilizada. "Essa situação nova, onde se tem a retração de renda, nos preocupa em afetar o comércio diretamente, o que pode gerar inadimplência, desemprego, mais lojas fechando, além do que já estamos presenciando"
Autor: AMZ Noticias com G1