Diante dos números de queimadas registradas neste ano, as Secretarias de Estado de Segurança Pública (Sesp) e de Meio Ambiente (Sema) deflagraram a operação “Abafa Amazônia” na região norte de Mato Grosso. Nesta primeira etapa serão contemplados os municípios de Vera, Feliz Natal e Cláudia. A operação tem o objetivo de combater os crimes por desmatamento e degradação florestal, queimadas irregulares e incêndios florestais.
As ações repressivas seguem até o dia 28 de agosto. De acordo com a assessoria de imprensa da Sesp, a ação será realizada com o emprego das forças de segurança, com as polícias Militar (PM), Civil (PC), o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), a Politec e demais órgãos, a exemplo da Defesa Civil e o Comitê Estadual de Gestão do Fogo. Outras edições serão deflagradas e contemplarão outras regiões.
Durante a solenidade de lançamento da operação, no hangar do Ciopaer em Sorriso (a 420 quilômetros, ao norte de Cuiabá), o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Victor Fortes, ressaltou que a Secretaria tem empenhado esforços na intensificação da fiscalização aos crimes ambientais. “Nosso objetivo durante o período proibitivo de queimadas é intensificar a fiscalização e o combate as queimadas ilegais. Temos feito o acompanhamento dos focos de calor no estado e resolvemos começar as ações pela Região Norte. A ideia é sempre ter um monitoramento contínuo”, disse.
Vale reforçar que o período proibitivo de queimadas em Mato Grosso começou em 15 de julho e segue até o dia 15 de setembro. Neste período, fica proibido o uso de fogo em áreas rurais para limpeza e manejo, levando em consideração o risco de incêndios florestais de grandes proporções. A normativa se fundamenta na Lei Complementar nº 233, de 21 de dezembro de 2005. No perímetro urbano, as queimadas são proibidas durante todo o ano.
A operação “Abafa Amazônia” está na 5ª edição. A primeira foi realizada em Sinop no ano de 2016. Outras duas edições foram realizadas em 2017 e uma em 2018. Nas primeiras quatro foi aplicado o montante de R$ 600 milhões em multas.
Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá