Amigas e amigos leitores! Tiro da boca da minha, da sua, da nossa presidente Dilma Roussef para retransmitir, que a nossa conta de luz vai baixar. A minha já baixou, mas fui eu quem promoveu essa economia com esforços repetidos diariamente e recebo com otimismo a iniciativa, mesmo que muitos brasileiros pensem não acreditar. Assim disse ela nesta segunda-feira, 28.01, “Queridas brasileiras e queridos brasileiros, além de estarmos antecipando a entrada em vigor das novas tarifas, estamos dando um índice de redução maior do que o previsto e já anunciado.”
De acordo com Dilma, que visa sua recandidatura, nossa unidade consumidora vai baixar 18%. E para o setor comercial, até 32%. Perfeito, entretanto podia ser mais, apesar de o anuncio entrar na categoria “inédito”.
A petista considera que com a redução da tarifa, o Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico, pois propicia, ainda, aumento da produção no ramo.
Fico a imaginar se essa benevolência é consequência de uma intenção pré-organizada? Porque algumas concessionárias não aderiram à redução? Porque logo agora no meio do seu mandato? Não podia Lula ter feito isso?
Além da alegria dita, estaremos caminhando, se tudo concretizado, para que a suficiência afugente os famigerados racionamentos, apagões e outras descargas desagradáveis considerando a inserção de novas usinas e linhas de transmissão com aumento de 7% em médio prazo.
Hoje, a capacidade instalada de energia elétrica, no país, é de 121 mil megawatts. Julgando a taxas natalinas e a entrada de estrangeiros, temos de dobrar ou até triplicar essa volumetria, nem que seja em períodos pré-eleitorais como muitos contribuintes analisam o anuncio da redução da tarifa. Pois que seja dessa forma, se o que sobra para o efeito do voto seja sempre assim. Mas o que incomoda é que nem sempre a sucessão no comando perpetua tanto tempo, como no caso do PT à frente da União.
Segundo dados, no ano passado, foram colocados em operação 4 mil megawatts e 2.780 quilômetros de linhas de transmissão. O governo Dilma pretende, este ano, colocar mais 8.500 megawatts de energia e 7.540 quilômetros de novas linhas e ainda existe grande quantidade de outras usinas e linhas de transmissão em construção ou projetadas, o que permitirá dobrar, em 15 anos, nossa capacidade instalada. Se assim persistir, vamos crescer em todos os aspectos com as distorções que haviam no passado. E se, de fato, de direito, os números caírem, nossa presidenta estará puxando a orelha de milhares de contribuintes que, ainda, não acreditam que o milagre aconteça.
Pois que Deus ilumine Dilma quando diz: “ Além de garantir a redução, estamos ampliando seu alcance e antecipando sua vigência. Isso significa menos despesas para cada um de vocês e para toda a economia do país. Vamos reduzir os custos do setor produtivo, e isso significa mais investimento, mais produção e mais emprego. Todos, sem exceção, vão sair ganhando.” Dilma seja louvada !
*Ubiratan Braga é jornalista, radialista e publicitário em Cuiabá
Autor: Ubiratan Braga